As manifestações que exigem a demissão da presidente Park Geun-Hye continuam se espalhando pela Coreia do Sul. Neste sábado, ocorreu a quarta manifestação, demonstrando a indignação pública contra a líder conservadora, por causa de um escândalo, envolvendo sua confidente, revelado no final do mês passado.

A partir das 20h, mais de 650.000 manifestantes lotaram as ruas na região de Gwanghwamun em Seul, de acordo com os organizadores. A estimativa da polícia foi de 170 mil.

Manifestantes na Praça Gwanghwamun, no centro de Seul, no sábado. Foto: Yonhap
Manifestantes na Praça Gwanghwamun, no centro de Seul, no sábado. Foto: Yonhap

De Gwangju, Busan à cidade natal da Presidente, Daegu, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas, juntando-se à chamada nacional para o impeachment de Geun-Hye.

Quase 15.000 reuniram-se em Daegu no maior protesto na história da cidade. Busan, outra fortaleza conservadora, viu cerca de 20 mil pessoas saindo às ruas para protestar enquanto a liberal Gwangju relatou ter tido 50 mil manifestantes.

Em todo o país, as manifestações ocorreram em mais de 100 locais. Os organizadores disseram que houve uma reunião de mais de 1.500 grupos cívicos – que estimaram a participação total em quase 1 milhão de pessoas.

Moon Jae-In, o ex-líder do Partido Democrático Liberal da Coreia, fala aos manifestantes reunidos na cidade de Busan, no sul do país, neste sábado. Foto: Yonhap
Moon Jae-In, o ex-líder do Partido Democrático Liberal da Coreia, fala aos manifestantes reunidos na cidade de Busan, no sul do país, neste sábado. Foto: Yonhap

Como nas manifestações anteriores, pessoas de todas as esferas vieram para protestar. Muitos adolescentes, bem como pais com filhos, podiam ser ouvidos pedindo que que a presidente se retirasse.

Oito da minha classe vieram para o comício de hoje. Queríamos vir na semana passada, mas não conseguimos“, disse Kim Ji-Yoon, um estudante do ensino médio que fez o exame nacional na quinta-feira.

Kang Dong-Jin, de 49 anos, disse que a presidente deveria ser julgada. “Park Geun-Hye disse que iria ouvir o público, mas agora está de volta aos assuntos do estado como se nada estivesse acontecendo! Ela não mantém a sua própria palavra. Ela não merece nada além de impeachment“.

No último sábado, o terceiro protesto contra a presidente em Seul atraiu mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com os organizadores, marcando o maior protesto desde a democratização do país em 1987.

Cerca de 30 mil pessoas participam manifestação contra a presidente na Praça Democrática em Gwangju, no sábado. Foto: Yonhap
Cerca de 30 mil pessoas participam manifestação contra a presidente na Praça Democrática em Gwangju, no sábado. Foto: Yonhap

A presidente está enfrentando sua maior crise, com seus índices de aprovação em parcos 5%, de acordo com a Agência Gallup Coreia.

Acusada de deixar sua amiga civil, Choi Soon-Sil, manipular assuntos de Estado, Geun-Hye pediu desculpas duas vezes e ofereceu-se para se submeter a uma investigação. Mas esta semana fez uma série de movimentos, vistos como um claro sinal de que pretende se manter no poder.


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