Olá, acho que a maioria já me conhece, mas vou me apresentar apropriadamente: sou a Carol Lee, coreana e editora chefe do Koreapost, tudo bem? O nosso site tem o propósito de divulgar a cultura coreana para aqueles que tem interesse em conhecê-la em detalhes. A partir de hoje irei escrever uma coluna quinzenal para um jornal da comunidade coreana, então achei bacana fazer um espelho aqui pois irei tratar de assuntos interessantes. E ao mesmo tempo, terei oportunidade de interagir melhor com os nossos leitores! Então, fiquem com o texto que foi publicado hoje, na íntegra. 🙂

 

“Eu tenho divulgado a cultura coreana aos brasileiros com o propósito de aproximar brasileiros e coreanos e através desta coluna decidi divulgar a cultura brasileira aos coreanos para que possamos nos aproximar ainda mais! Mas hoje, excepcionalmente gostaria de falar não sobre cultura, mas sobre sonhos. Mas antes de começar, gostaria de contar-lhes uma história.

 

É a história de uma mulher de 28 anos de idade que pelas circunstâncias da vida teve que cuidar sozinha dos seus dois filhos pequenos. A vida não é muito fácil para mães nessa situação, pois o excesso de responsabilidades acaba trazendo problemas que numa família com ambos os pais trabalham em conjunto seriam minimizados. Ela enfrentou problemas com os filhos, que não passavam muito tempo com ela por causa da sua ausência no lar. A mãe que trabalhava praticamente 18 horas por dia, não imaginava que o que eles mais precisavam era da sua presença. Ucarol Lee e familia 2m dia, ela chegou em casa e viu que o filho estava chorando e mesmo sendo perguntado, ele não dizia o motivo. Após muita insistência, ouviu um “meu colega me empurrou na escada e eu quase morri!”.

Naquele momento ela sentiu que não poderia mais negligenciar sua família e passou a dedicar um tempo maior para eles. E para desempenhar melhor o seu papel de chefe de família, buscou ajuda dos professores e da igreja. Tudo deu certo e hoje a sua família é equilibrada e tem um relacionamento saudável. E como gratidão à ajuda que recebeu, essa mulher decidiu dar atenção não só aos seus filhos, mas também a outras crianças necessitadas. O nome dessa mulher? Carol Lee. Sim, esta é a minha história. Tenho um sonho de adotar crianças, mas como não é viável no momento, sempre tento fazer algo para ajudar como gesto de amor, carinho e apoio.

Sonho é algo muito pessoal. Todos querem alcançar a felicidade, segurança, amor. Não posso quantificar o quanto fiquei feliz com a mudança do meu filho. E ajudar o próximo me faz sentir a mesma felicidade. Ultimamente, tenho perguntado às pessoas qual é o sonho delas. Há uma variedade de respostas, mas geralmente a mais citada é “quero ser rico!”. Um dia, estava assistindo um programa coreano chamado “Kim Jae Dong – Talk To You” e uma pessoa que estava na plateia perguntou ao apresentador se “é mais importante ganhar dinheiro para sobreviver ou trabalhar no que gosta de fazer?”. Então Kim Jae Dong respondeu que “se você não estiver a ponto de morrer de fome, acho que devia escolher o que gosta de fazer. Se você gosta do que faz, provavelmente vai se esforçar e assim, obterá sucesso”.

As pessoas que eu conheço, geralmente possuem duas preocupações maiores, que é ganhar dinheiro e garantir os estudos dos filhos em boas escolas. E eu ouso dizer… eu não tenho dinheiro, mas sou feliz. Meus filhos estudam em escola pública, mas sou feliz. O motivo da minha felicidade é que eu tenho muitas pessoas que me amam e isso pra mim é mais importante que bens materiais! Por causa do meu trabalho na divulgação da cultura coreana, quando eu vou a eventos acabo recebendo um grande carinho das pessoas que reconhecem o meu trabalho e isso gera uma grande felicidade em mim!

carol lee koreapost

Às vezes, por circunstâncias da vida os pais acabam gastando mais tempo na sua vida profissional. Felizmente, tive tempo para ver que isso acaba levando à ruína familiar. Sei que para muitos não é possível dedicar tanto tempo à família, então que seja um convívio baseado em qualidade e não em quantidade. Claro que adoraria de dar um suporte financeiro melhor aos meus filhos, oferecer uma vida melhor e mais seguro a eles. Mas, em situações como a minha, acredito que dá para compensar com muito amor.

Agora eu lhe pergunto…você é feliz? Eu sou feliz, obrigada!

E… qual é seu sonho?”


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



5 COMENTÁRIOS

  1. Oi Caraol, Você nao me conhece pessoalmente, porem SOMOS amigos no Face, Gosto muito de ler aos seus posts, eles me fazem refletir em varios aspectos, esse entao,;realmente fantastico!! Voce realmente e uma pessoa linda e de Luz, desse tipo de comentarios e depoimentos, Que precisamos massificar para que possamos refletir a respeito da Vida, e do Que e mesmo viver..Muito Grato por compartilhar a sua experience como pessoa.Desejo a você, nessa sua nova impreitada; um caminho repleto de Muita Luz, Paz e Amor!!! 만세^^

  2. Carol,

    Adorei ler este artigo, pois você me fez refletir o que é realmente importante e valioso a todos nós: ser feliz
    Você escreve de uma maneira tão singela que não há como não me identificar com suas palavras.
    Sou eu quem agradeço a você, por compartilhar seu texto e suas ideias
    Tenho muito carinho por você e por toda a Família Koreapost
    Beijos
    Rebeca

  3. Carol,

    Muito linda a sua história! Em grande parte me identifico, pois sou filha de uma mãe solteira, e sei as dificuldades que ela passou para criar a mim e aos meus irmãos! E apesar de ela passar várias horas fora, trabalhando (às vezes em dois empregos), quando tinhamos um tempo juntos sempre aproveitavamos ao máximo!
    Quanto a questão so meu sonho, atualmente eu estudo coreano, e gostaria muito de ir para a Coréia, nem que seja para fazer um intercâmbio! Estou trabalhando para que isso se realize!

    Obrigada por dividir sua experiência! E obrigada ao Koreapost por me proporcionar esse mergulho na cultura coreana! 사랑해요! ♥

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