O governo coreano está intensificando os esforços para solicitar isenções das sanções ao Irã, impulsionadas pelo governo americano, em meio a preocupações crescentes das indústrias petroquímicas e de construção de plantas locais, que dependem fortemente de seus negócios com o regime.

Após a decisão do presidente dos EUA Donald Trump de reimpor as sanções ao Irã em maio, a primeira rodada das medidas começou em agosto para conter a compra de dólares e o comércio de metais e carvão do Irã. Em novembro, a segunda onda de sanções terá como alvo petróleo, energia, usinas e transações financeiras do país.

As sanções de novembro estão alimentando temores na indústria petrolífera sul-coreana, que depende do Irã para 13% de seu petróleo importado, bem como das empresas de construção que receberam a maior parte dos contratos de licitações, ano passado, dos iranianos.

Kang Sung-Cheon, vice-ministro do Comércio da Coreia do Sul, convocou uma reunião com funcionários dos Ministérios das Finanças, Transporte e Estrangeiros, além de Indústrias de refino de petróleo, Construção Naval e Marinha, Plantas e Petroquímica para discutir como responder ao medo crescente das indústrias sobre as sanções.

O presidente Donald Trump, à esquerda, e o presidente sul-coreano Moon Jae-in durante uma coletiva de imprensa conjunta na Casa Azul em Seul, Coreia do Sul, em 7 de novembro de 2017. Imagem: Voa News.

Embora as transações relacionadas a petróleo e finanças com o Irã sejam proibidas em novembro, uma certa quantidade de importações de petróleo bruto e transações financeiras para o comércio de bens não-autorizados pode ser possível se os EUA aprovarem a isenção“, disse Kang.

A Coreia tem precedência de isenção ao ser autorizada a importar óleo cru com uma redução de 20% do Irã em 2012, quando o país enfrentou sanções econômicas sob o governo Obama.

O ministério disse que buscará isenções semelhantes e acrescentou que já teve diálogo com o lado norte-americano duas vezes, em junho e julho, em Seul e Washington, respectivamente.

No entanto, se a Coreia não estiver isenta, apesar dos esforços do governo, espera-se que as indústrias de refino de petróleo e petroquímica do país sofram. O Irã é o terceiro maior fornecedor de petróleo bruto à Coreia, depois da Arábia Saudita e do Kuwait. No ano passado, a Coreia importou 147 milhões de barris dos iranianos.

Entre eles, o condensado – petróleo leve – respondeu por 70%. Atualmente, cinco empresas locais, incluindo Hyundai Oilbank, Hyundai Chemical, SK Incheon Petrochem, SK Energy e Hanwha Total Petroquímica, importam condensado do Irã para usar na produção de nafta, que é um ingrediente chave dos petroquímicos.

Foto: Reuters.
Foto: Reuters.

Se o condensado do Irã for restrito, um aumento no preço de mercado será inevitável e (nós) perderemos o poder de compra“, disse um funcionário de uma petroquímica, que falou sob condição de anonimato.

Além das empresas petroquímicas, as empresas de construção locais também serão duramente atingidas, porque o Irã é um importante destino de exportação para elas. No ano passado, as construtoras coreanas foram as que mais ganharam no Irã, ganhando US$ 5,2 bilhões em contratos, superando a Índia em cerca de US$ 2,9 bilhões.

No entanto, as coisas mudaram este ano. Com as iminentes sanções às transações financeiras, a Daelim Industrial cancelou um contrato de 2,2 trilhões de won para o refino de plantas em Esfahan, no Irã, em junho, devido a dificuldades de aquisição financeira.

Danos adicionais podem seguir. Os contratos conjuntos obtidos pela Hyundai Engineering and Construction por 3,8 trilhões de won na construção de um campo de gás em South Pars e o contrato de 1,7 trilhões de won da SK Construction para modernizar as plantas de refinaria de petróleo foram atrasados por razões financeiras semelhantes.

(As sanções) significam para nós que perderemos um grande mercado. Sem as isenções, será difícil impulsionar negócios no Irã“, disse um informante anônimo.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome.