Os turistas enchem as aldeias tradicionais da Coreia, mas será que eles imaginam como seria viver em uma destas casas?

Robert Fouser viu uma aldeia pela primeira vez em 1983, quando foi para a Universidade Nacional de Seul estudar coreano. Naquela época ele visitava com frequência a Bukchon Hanok Village, até então conhecida como Kahoi-dong Hanok Preservation District.

Agora, conhecido como “guardião da hanok”, ele se mudou para um hanok em 1988, em Hyehwa-dong, quando lecionava inglês na Universidade da Coréia.

“Era uma bela casa de madeira, mas ter que fazer o aquecimento com carvão era inconveniente e não tinha chuveiro ou banheira”, disse ele ao The Korea Times. “Eu tomava banhos de esponja na cozinha e ia para banhos públicos quando tinha mais tempo.”

Mas Fouser mesmo assim, minimiza as dificuldades da vida em um hanok.

“Não há nada de misterioso em viver em um hanok”, disse ele. “A diferença mais notável entre um hanok e outras formas de moradia é que ela é feita toda de materiais naturais”. Isso significa que “respira”

No início dos anos 90, ele levou um amigo para ver sua antiga casa, e descobriu que ela havia sido substituída por “um prédio feio de três andares”.

Ele retornou à Coréia em 2008 como professor associado do Departamento de Educação da Língua Coreana na Universidade Nacional de Seul, e mudou se novamente para um hanok em 2010, desta vez em Gye-dong, parte de Bukchon. Em 2011, ele se interessou pela preservação histórica em Seochon e comprou um pequeno hanok lá, e começou a remodela-lo em 2012. Seu carpinteiro Hwang In-beom escreveu um livro intitulado “Construindo um Pequeno Hanok” que foi baseado no projeto.

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“Acredito que as casas originais devem ser preservadas o máximo possível, mas também acho que elas precisam ser atualizadas para atender às necessidades dos estilos de vida contemporâneos”, disse Fouser.

Ultimamente, a cidade começou a preservar mais os bairros antigos em vez de reconstruí-los, mas moderniza-los é inevitável.

“Nos últimos anos, os coreanos começaram a voltar para o centro da cidade, o que cria certa pressão para modernizá-los”, disse ele. “A gentrificação é um problema, é claro, mas muitas vezes significa transformar hanok em cafés ou bares. Pelo menos os hanoks permanecem.”

Fouser considera que Seul é um mercado de nicho, em grande parte devido aos valores altos das propriedades.

“Eu não imagino os hanoks se tornando uma tendência, mas acho que o interesse continuará a aumentar, especialmente quando os jovens que cresceram em apartamentos os conhecerem”, disse ele.

Em 2014, Fouser deixou a Coreia para morar em Providence, Rhode Island, mas ele sempre retorna durante cada primavera, quando participa de vários eventos do RASKB.

“A Coréia sempre me chama de volta”, diz Fouser.

Este ano, ele deu uma palestra sobre “Mudando Atitudes em relação à Educação da Língua Coreana no Japão” e conduziu um passeio pela Estação de Seul, além de lançar seu terceiro livro em língua coreana, “A Propagação das Línguas Estrangeiras”, que foi muito bem recebido.


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