O filme sul-coreano “A Quiet Dream” (um sonho quieto) irá abrir o Festival Internacional de Filmes de Busan (BIFF) deste ano, o maior evento de cinema da Ásia, na cidade portuária de Busan.

A programação foi anunciada em duas coletivas presididas pelo diretor executivo da BIFF Kang So-Youn. A 21ª edição do festival irá trazer 301 longas e curtas de 69 países, incluindo 96 estreias mundiais e 27 estreias internacionais, de acordo com a organização do evento. Um pouco menor que os 304 de 75 países do ano passado.

Diretor do festival, Kim Dong-Ho fala durante coletiva. Foto: Yonhap
Diretor do festival, Kim Dong-Ho fala durante coletiva, em setembro. Foto: Yonhap

“A Quiet Dream” é de Zhang Lu, uma cineasta coreano-chinesa, e retrata com humor a história de uma jovem dona de um bar que cuida de seu inconsciente e paralisado pai e três homens que tentam conquistá-la. Este será o primeiro filme coreano a abrir o festival de Busan depois de “Always” (sempre), um romance de Song Il-Gon de 2011.

“The Dark Wind”(o vento negro), filme sobre amor inocente, valores tradicionais e crenças religiosas do diretor iraquiano Hussein Hassan irá encerrar o evento.

Quatro dos últimos filmes de quatro grandes diretores, incluindo o filme biográfico de boxe do norte-americano Ben Younger “Bleed for This” (sangrar para isso), serão apresentados na seção de Apresentações de Gala. 11 filmes de 10 países, incluindo o indiano “A Billion Colour Story”(uma história de um bilhão de cores) estão competindo na categoria de “novas tendências”, para diretores promissores. Programas especiais incluem retrospectivas para os veteranos Lee Doo-Young, cineasta coreano, e Abbas Kiarostami, o iraniano vencedor de diversos prêmios que morreu em julho, e um foco no cinema colombiano.

Antes da 21ª edição, o Festival enfrentou um período conturbado. Desde 2014, o BIFF e o governo de Busan estiveram em conflito por causa de “interferências municipais”, de quando o diretor do evento, Lee Young-Kwan insistiu na exibição de um filme controverso, ignorando a oposição do prefeito de Busan e o diretor do comitê do BIFF, Suh Byung-Soo. A cidade de Busan é responsável por cerca de metade do orçamento anual do festival.

O BIFF alegou que as inspeções repentinas dos organizadores e os cortes drásticos no orçamento eram “retaliação política”. As produtoras locais declararam um boicote ao evento naquele ano, acusando o governo de interferir na liberdade artística.

Mais tarde, cerca de metade dos grupos desistiram do boicote, depois de Byung-Soo deixar a direção do evento e os dois lados alteraram as regras do festival para deixá-lo livre de influências políticas. Em maio, Kim Dong-Ho, diretor fundador do BIFF, foi nomeado para ficar no lugar do prefeito de Busan.

“Como um diretor, eu me sinto mal por ter causado problemas para as pessoas e para a indústria cinematográfica nacional e internacional nos últimos dois anos. Eu prometo não deixar esse tipo de coisa acontecer novamente e expresso meu agradecimento, a todos que apoiaram o festival de Busan durante esse período”, afirmou durante a coletiva em Seul.

“Faremos o melhor para transformar os últimos dois anos de conflitos em bênçãos para o festival, que ele se renove para os próximos 20 anos”, completa.

Diretora executiva do evento, Kang Soo-Youn. Foto: Yonhap
Diretora executiva do evento, Kang Soo-Youn. Foto: Yonhap

Definindo os últimos dois anos de confusões como “dores de crescimento”, Soo-Youn também prometeu se esforçar para fazer um festival melhor.“O festival desse ano servirá como uma oportunidade para encontrarmos o caminho para os próximos 20 anos,” disse. “Vamos redobrar nossos esforços para que esse festival lidere a nova corrente de filmes coreanos e asiáticos.”

O BIFF ocorrerá entre os dias 6 e 15 de outubro.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome.