Como os líderes da Coreia do Sul, Coreia do Norte e Estados Unidos impediriam uma guerra na Península Coreana presos em um submarino a cerca de 300 metros de profundidade?

Steel Rain 2: Summit” adota essa premissa altamente improvável e analisa o conflito inter-coreano em andamento. O filme começa mostrando tensões militares cada vez maiores entre os EUA e a China e as complicações iminentes para as nações vizinhas – as duas Coreias e o Japão.

Enquanto a tensão paira sobre a Península, o presidente dos EUA, Smoot (interpretado pelo ator escocês Angus Macfadyen) e o líder norte-coreano Cho Seon-sa (interpretado por Yoo Yeon-suk) realizam uma cúpula na cidade portuária de Wonsan, na Coreia do Norte. O presidente sul-coreano Han Kyung-jae (interpretado por Jung Woo-sung) os acompanha como mediador.

À medida que a cúpula prossegue, um grupo de norte-coreanos apositores a um tratado de paz tentam um golpe militar e sequestram os três líderes, mantendo-os em um submarino. Com os líderes presos, o submarino se divide – enquanto o chefe de segurança (representado por Kwak Do-won) tenta tomar o poder, o comandante do submarino, Jang Ki-suk (interpretado por Shin Jung-geun) luta para controlar a situação e salvar os líderes.

Imagem: Ator em destaque – Yoo Yeon-suk (The Korea Herald)

Embora esse filme seja uma sequência do filme de 2017 (“Steel Rain” – disponível na Netflix), o enredo é completamente diferente. Se o primeiro filme foi uma fantasia que vislumbra o colapso do país por meio de um golpe e a eclosão de conflitos militares entre as duas Coreias, o segundo filme mostra uma abordagem mais realista da situação na Península Coreana – que, fundamentalmente, envolve mais do que apenas os dois países.

Enquanto ‘Steel Rain‘ mostra o início da guerra entre o Norte e o Sul, ‘Steel Rain 2‘ retrata a dura realidade de que, embora a corrida para um regime de paz na península não seja fácil, devemos continuar com ela” disse o diretor Yang Woo-suk durante o evento de estreia.

 

O diretor, também autor dos quadrinhos originais do filme, disse que não pretende forçar nenhuma mensagem ao público, mas apenas oferecer simulações para o público em geral que, na maioria das vezes, vive alheio ao estado dividido da Península.

As simulações podem ajudar as pessoas a imaginar uma situação provável e, como diretor de cinema, sinto que é minha responsabilidade fornecer simulações de caminhos viáveis para a Coreia do Sul“, disse Yang.

Enquanto a primeira metade do filme é usada para educar o público sobre os antecedentes da política internacional e a história por trás dos conflitos, o filme tem seu clímax em cenas de batalha que ocorrem dentro e fora do submarino.

O movimento de reviravolta da luta pelo poder dentro da embarcação apertada ilustra metaforicamente o conflito inter-coreano em curso, a perseguição entre submarinos e ataques de mísseis ocorrendo em águas profundas mostra a ação em ritmo acelerado.

Imagem: The Korea Herald

No entanto, o desenvolvimento fraco dos personagens transforma esse filme repleto de ação em um “drama de fantasia”. Com os presidentes dos EUA e da Coreia do Sul em dois extremos – Smoot como uma figura imprudente e ignorante e Han como um mediador simples, porém impotente -, os personagens parecem bidimensionais demais para serem relacionáveis.

Como o diretor pretendia, o filme mostra um possível cenário para o futuro da Península Coreana, mas o quão atraente será para o público – especialmente os coreanos – ainda está para ser julgado.


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