Fonte: The Investor

Quando Michelle Kim, ex-chefe da região da Ásia-Pacífico da Tiffany & Co., trabalhou no departamento internacional da joalheria, a maioria de seus colegas e inclusive toda a alta gerência era composta por homens.

Mas, em vez de se esconder na minoria, Kim disse que começou a “exigir” – tanto da organização quanto de si mesma.

Queria o título maior, apesar de não ser o título em si que eu buscava“, disse ela no painel de oradores do anual Leaders & Daughters, evento organizado pelo escritório de consultoria global Egon Zehnder em Seul, o dia 16 de outubro em Seul.

O evento foi co-organizado e realizado na Seoul Foreign School este ano como uma oportunidade para os alunos e seus pais se comunicarem com pioneiros de negócios, que compartilharam, com sinceridade, os conselhos e histórias sobre trajetórias de carreira e valores de liderança, disse Egon Zehnder.

Egon Zehnder organizou o evento nos últimos três anos para reunir mulheres líderes em diversos setores e famílias com formação internacional.

O painel cenário consistia em Michelle Kim, que agora é CEO da empresa de jardinagem e estilo de vida premium Club G; Jean Yoon, ex-editora executiva da Thomson Reuters; Juliet Dong-wha Kim, diretora de desenvolvimento de negócios da Netflix Coreia; e Soo-kyung Han, gerente de desenvolvimento da empresa Naver Line.

As participantes do painel abordaram a realidade da desigualdade de gênero na força de trabalho e abordaram uma realidade em que as mulheres, às vezes contribuem involuntariamente para construir as barreiras que as impedem de igualdade no poder e influência, baseado em suas experiências de trabalho internacional ao longo de duas décadas.

As mulheres tendem a duvidar de sua capacidade“, disse Yoon, repetindo a mensagem de Kim para exigir mais, ao mesmo tempo em que esclarece como manter um mentor próximo ao lado de uma pessoa pode ajudar a seguir seu caminho na carreira.

Ao longo da minha carreira, tive mentores e treinadores que lançaram uma linha que mudou as coisas“, acrescentou.

Na Reuters, você precisa se candidatar a determinadas posições para obtê-la (elas não são apenas entregues a você). Vi muitas mulheres super qualificadas para as posições recuarem aos cargos, enquanto homens, que infelizmente às vezes eram capazes apenas de realizar 50% do trabalho, estavam confiantes, pensando que aprenderiam o resto no dia a dia“.

Mães trabalhadoras que lutam para equilibrar as responsabilidades domésticas são uma questão fundamental da desigualdade de gênero na força de trabalho, e Juliet Kim abordou o sentimento de culpa com o qual as mulheres são sobrecarregadas nessas circunstâncias.

Juliet Dong-wha Kim, diretora de desenvolvimento de negócios da Netflix. Foto: Linkedin

As mulheres precisam equilibrar sua vida mais do que os homens em termos de cuidados com as crianças“, reconheceu ela.

Havia muitas mães trabalhadoras que se sentiam culpadas de dedicar tanto tempo ao trabalho. Uma das maneiras de equilibrar isso, por exemplo, na Netflix, é designar igual quantidade de licença parental para homens e mulheres“.

Acredito que isso define um bom modelo para as crianças, ter também a presença do pai durante os primeiros seis meses de vida“, acrescentou ela, indicando que as políticas corporativas para promover a igualdade de gênero podem moldar ambientes com equilíbrio de gênero nas famílias.

Han, disse que ela mesma ainda estava “subindo a escada”, em comparação com as outras participantes do painel em cargos de nível sênior, porém observou que era notável o crescente desequilíbrio de homens para mulheres enquanto ela transpunha cada degrau…

A proporção de mulheres fica extremamente baixa à medida que subo de nível, pois muitas abandonam o emprego devido a conflitos decorrentes de cuidados com os filhos“, disse Han. “Mas estou esperançosa – a influência pode ser lenta e gradual, mas estou vendo a mudança. Acho que poderei levar minha carreira aos 40 e 50 anos

Por meio de sua colaboração com a Seoul Foreign School, a Leaders & Daughters deste ano também contou com a participação do clube Girl Up da escola, parte de um movimento global de jovens mulheres líderes para aumentar a conscientização sobre a igualdade de gênero e promover mudanças. Foi criado pela Fundação das Nações Unidas em 2010, e muitas escolas ao redor do mundo participam.

As quatro integrantes do clube se revezaram na apresentação de participantes antes das discussões.

É ótimo ouvir exemplos da vida real e histórias de sucesso de líderes femininas, é ainda melhor que o painel inclua líderes asiáticos em posições poderosas“, disse o clube ao Korea Herald antes do evento.


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