Han Hyun-Min é um modelo de 16 anos de idade, 1,90m de altura, 65kg, nascido e criado da Coreia do Sul, e que sonha com a fama internacional. Essa poderia ser uma história comum de qualquer garoto começando na profissão, mas o que torna Hyun-Min diferente é o fato dele ser o primeiro modelo coreano-africano do país.

Hyun-Min no catálogo primavera/verão 2017 da marca Heich es Heich. Foto: Heich es Heich
Hyun-Min no catálogo primavera/verão 2017 da marca Heich es Heich. Foto: Heich es Heich

Ao se aproximarem do jovem, as pessoas costumam falar em inglês, imaginando que seja um estrangeiro, mas ele não entende a língua. Filho de pai nigeriano e mãe coreana, sua primeira aparição em eventos de moda foi em março de 2016, e desde então sua popularidade vem crescendo de maneira avassaladora. Na edição do Seul Fashion Week de outubro de 2016, ele desfilou representando 10 marcas.

De personalidade positiva, Hyun-Min acredita que a cor da pele é uma de suas maiores forças, pois ela o torna diferente dos outros. Ele foi selecionado pelo presidente da empresa SF Models através de suas fotos no Facebook, e, após alguns testes, assinou um contrato. Antes de assinar com a SF, Hyun-Min havia estudado apenas através de vídeos na internet, pois sua família não podia pagar por um curso profissional. Portanto, ele acredita que ainda tem muito a aprender para se tornar um bom modelo.

Hyun-Min na passarela do Seul Fashion Week em 2016. Foto: High Fashion Living
Hyun-Min na passarela do Seul Fashion Week em 2016. Foto: High Fashion Living

Mas nem tudo são flores na carreira do jovem. O modelo ouviu uma vez, de seu estilista preferido, que sua cor de pele não era apropriada para trabalhar com ele, e foi até substituído de última hora em um desfile, após ter treinado andar com saltos de 12 centímetros. Além disso, os estilistas costumam dar para ele apelidos ocidentais e falar com ele apenas em inglês, apesar de saberem que ele é coreano.

Nenhum dos obstáculos, porém, parece abalar Hyun-Min. Após uma sessão de fotos para uma revista japonesa, ele sonha em quebrar mais alguns estigmas e trabalhar no Japão, ao invés de ir para a Europa, destino dos sonhos da maioria dos profissionais do país. “Existem muitos modelos negros na Europa, eu gostaria de trabalhar no Japão, onde ninguém parece ter interesse em mim”, diz.

Texto autoral baseado em pesquisas.
Fontes: Korea Times, Korea Joongang Daily, Dramafever, MBC Documentary


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