Da mesma forma que fez com os grupos de dança, o Koreapost convidou os cantores e os artistas solo de dança a compartilharem suas experiências e ficarem mais conhecidos de seu público. Assim como aconteceu com os grupos, todos foram contatados, mas nem todos responderam.

Abaixo vocês conhecerão os cantores que muito gentilmente, nos contaram um pouco de suas vidas e aspirações. A eles o nosso muito obrigado!

CHO LU 2

Cho Lu, 15 anos, Estudante

“Sou a vocalista e rapper que oficialmente iniciou sua carreira na semi final do KDT VII. Dona dos Pandadorns, o fandom mais fofo do mundo. Tenho 15 anos, mesmo com carinha de 12 hihi… Meu sonho é fazer as pessoas cada vez mais felizes com a minha música e espalhar a onda capopeira para o mundo inteiro, sem julgamentos. Também gostaria muito de visitar a Coreia, mas nunca deixando de cantar.

Puxa, fiquei feliz quando na pergunta vocês me chamaram de artista… Bom, conciliar a vida normal com a vida de cantora é uma questão de organização. Há tempo para tudo, cantar, estudar, etc. Só basta ter dedicação e paixão pelo que se faz. Tenho que ser sincera e dizer que, no começo meus pais estavam meio estranhos a ideia de eu cantar, mas depois que viram a minha performance e a reação do público, veem me apoiando bastante, o que me deixa muito feliz, afinal, quem somos nós sem a nossa família?

No momento estou ansiosa sobre a escolha da música que cantarei na final. Minhas modelos em canto são a Jessi e Yoon Mirae, pois nelas, admiro a voz, o rap e são inspirações muito fortes pra mim. Além disso, a Amber, do grupo do f(x), foi o ser que me fez tentar fazer rap e começar toda essa jornada. Por que só mulheres? Porque sinto que devo honrar a música feminina, já que a música masculina predomina tanto, mulheres fortes devem ser meus exemplos.

A maior dificuldade dessa atividade é o julgamento das pessoas. Ao dizer que vai cantar em algum lugar, todos já te olham torto e pensam: “Se acha…”. Sem contar que as pessoas sempre preferem aquilo que é famoso, que todos gostam, ao novo, que tem potencial, que aliás, muitas vezes é até maior que daquele artista já conhecido. Os concursos brasileiros, principalmente os de televisão, que ainda são muito atrasados, onde uma criancinha cantando Chico Buarque (ou seja, que nem conhece), vale muito mais do que um jovem cantando uma música “top das paradas” daquela semana. A qualidade vocal muitas vezes é esquecida e o favoritismo vence. Esse tipo de concurso deveria ser mais justo, mais real com todos.

Minha maior realização é ter chegado a grande final do KDT, com o público me aplaudindo ao sentirem o sentimento que coloquei na música e com o apoio e o amparo de todos. Além disso, estar dando essa entrevista agora é algo muito incrível pra mim. Gente, essas coisas fazem a gente se sentir grande! Obrigada!”

BRUNO PIATTO

Bruno Piatto, 30 anos, Professor de Inglês.

“Ingressei na carreira em 2008, no mesmo ano em que me formei. De lá pra cá, meus estudos têm sido focados em especializações na área. Gostaria de viajar pelo mundo, especialmente a mais países de língua inglesa, tendo em vista que esta é minha atual profissão. Apesar disso, sou bastante fã das culturas orientais num geral, e gostaria ainda de conhecer mais países do oriente. Sempre que tenho algum tempo, qualquer tempo livre ou entre amigos, gosto de ir a karaokês e lugares nos quais sinto que tenho apoio de meus colegas e amigos para cantar, sozinho ou acompanhado.

Tenho muitos amigos artistas como eu, mas nenhum de nós é profissional. Sempre tive apoio total da minha família. Se eu não me apaixonei de primeira pela música, dificilmente a escolherei para qualquer apresentação, especialmente porque canto, e acho que a voz é um reflexo da alma. Gosto de usar cores frias e sóbrias em meu figurino para músicas mais românticas e tristes, e cores mais vibrantes e quentes para músicas mais alegres, mas não é uma regra.

Infelizmente ainda me sinto bastante ignorante quando o assunto é K-Pop, tendo em vista que é uma paixão ainda muito recente. Portanto, não posso dizer que nenhum artista realmente seja alguém em que eu me espelhe, mas gosto muito de GOT7, Crush e, claro, Hong Dae Kwang, artista cuja canção resolvi cantar.

Posso dizer que, de certa forma, inspiro-me em todos eles. Certamente a maior dificuldade enfrentada hoje em dia é o reconhecimento, pois não podemos dizer que quem tem mais sucesso é também quem tem mais talento. Temos diversos artistas, nacionais e internacionais, que não são tão talentosos quanto nossos conhecidos, tanto por mérito nosso quanto por demérito deles. É uma pena.

Nós, que falamos o português, temos a sorte de sermos fluentes numa língua riquíssima em termos fonéticos e, portanto, nossas dificuldades com idiomas estrangeiros tende a ser menor do que em muitos outros países mundo afora. Ainda assim, acho que poderíamos melhorar as condições técnicas de muitos de nossos concursos e eventos.

O cidadão brasileiro tende a ser muito conservador em muitos aspectos, e isso faz com que ele também não seja exatamente eclético em termos musicais e artísticos. Se não há uma demanda massiva de consumo das musicais orientais, por exemplo, também temos de contar muitas vezes com recursos próprios para realizar eventos. E o patrocínio nem sempre é alto. Por isso, ficamos muito felizes de vermos eventos grandes e de tamanha qualidade como o KDT sendo realizados. Finalmente estamos alcançando tal ecletismo”.

CYMERALee e Hikki, duo formado por Leticia Limak, 20 anos, estudante e Patricia Almeida, 36 anos, tradutora.

“Como nossos ensaios são sempre nos finais de semana, nós os reservamos para essa atividade, deixando o trabalho e os estudos para os dias da semana. Apresentações e competições também são geralmente nos finais de semana e não costumamos muito viajar para longe”.

A mãe e os irmãos da Hikki acham divertido o fato de fazer cover. Dizem que é algo que faz parte da sua personalidade, já a família da Lee reclama que ela não fica muito em casa e gasta muito dinheiro com o canto.

“Para as competições, nós escolhemos músicas que se adaptem aos nossos tons de voz e que não sejam muito difíceis de cantar. Os figurinos também são escolhidos prezando o conforto no palco”.

Na linha de rap, a maior inspiração da Hikke é o Verbal Jint. Ele tem um estilo melódico, com rimas fáceis de acompanhar e uma voz muito gostosa de ouvir. Na parte musical, ela gosta de vozes como a do Nam Taehyun (ex-WINNER), HOONIA, Park Hyoshin e ZION. Já a Lee confessa que sua inspiração sempre foi a Katy Perry. No meio Kpop G Dragon se tornou uma grande inspiração para ela, assim como o grupo Blackpink. No caso do cover, elas acham que ainda não existem muitas competições voltadas para o canto. Poucos são os eventos que oferecem esse tipo de categoria. Os concursos de cover no geral são muito bons.

Em vários estados, devido ao crescimento do número de fãs de kpop e, consequentemente, covers de kpop, vários eventos que já abriam espaço para a cultura japonesa, estão aderindo aos concursos de cover coreanos. Porém, como já mencionado acima, o foco é mais na dança do que no canto.

No KDT do final do ano passado, a HIkki participou com um grupo cover de dança e ganhou destaque no evento. “Foi algo bem gratificante”.

“Nossa realização é estar dançando e cantando em eventos, e ter reconhecimento, pois é algo que nós nos sentimos bem fazendo e estar competindo no KDT é uma grande realização para nós”.

ROSE

Rose – Duo composto por Gio, de 23 anos, estudante de música, com foco em Composição e Produção Musical e B, 22 anos, formada em jornalismo e cursando direção cinematográfica (além de ser uma das tradutoras voluntárias do Koreapost!).

A aspiração da vida da Gio é definitivamente trabalhar com Kpop na área de produção musical e da B é poder trabalhar com a cobertura de eventos de k-pop e falando sobre cultura sul-coreana para o resto da minha vida!

“Conciliar a vida normal (estudo, trabalho) com a vida de artista exige muito esforço envolvido. Às vezes não dá pra conciliar. Em geral, muitas noites sem sono. Todos os finais de semana são geralmente reservados para o cover e isso complica ainda mais, não só o estudo e o trabalho, mas todo o resto. Mesmo assim a gente ama muito isso tudo isso e não consegue parar!

As famílias ajudam bastante. Eles gostam que nós nos esforcemos nas coisas nas quais acreditamos e apoiam sim. As vezes reclamam um pouco, quando o peso dos ensaios atrapalha um pouco a faculdade, a convivência em família, ou os afazeres do dia a dia.

Eventos a gente tenta ir em todos que dá! Os que a gente não vai é por falta de tempo, porque vontade a gente sempre tem! Quanto a escolha de música, a gente tem uma lista de coisas que a gente quer cantar, daí vamos adaptando para as necessidades do evento, e pro que combina mais com a gente. Nem sempre a escolha é boa, as vezes a gente vai demais pelo que a gente gosta, e as vezes, a gente faz coisas que a gente não gosta tanto, porque encaixa com o evento, ou com um tipo de conceito que a gente quer passar.

Os figurinos a gente tenta sempre se inspirar nos dos idols, e adapta-los para os nossos corpos, ou de forma a passar melhor o conceito. Nem sempre os figurinos dos idols combinam com a gente. Às vezes são muito complicados de fazer ou simplesmente não tem nada a ver com o geral. Ao contrário do que se pensa, os competidores de canto também se esforçam com figurino! No caso do Rose, a gente acaba mandando fazer, quando precisa (a maior parte das vezes). Para esse KDT, por exemplo, pegamos algo muito muito semelhante ao que os próprios idols usam e a mãe da B está costurando!

O artista atualmente que mais inspira a Gio, é o Woozi, do grupo Seventeen. Na real, gosto de me inspirar por estilos completamente diferentes.

“Trabalho com música, então tento sempre ouvir e conhecer coisas novas. Mas, como objetivo de vida, como pessoa que eu uso de referência para o que eu quero fazer na vida, com certeza é ele. Ele é super jovem e além de cantar e dançar muito, é um ótimo compositor e produtor musical. E toca bem vários instrumentos. Se eu pudesse, queria ser o pacote completo também”.

Dentro do K-Pop, os idols que mais inspiram a B são o Ravi (do Vixx) e o Zico (do Block B) ambos por terem raps MARAVILHOSOS e sempre produzirem músicas incríveis.

“Além disso também gosto muito do Baekhyun (do EXO). Amo sua voz e o quanto ele evoluiu desde que debutou, isso dá mais vontade de treinar. Já fora do K-pop eu AMO a Demi Lovato desde sempre! Ela certamente é a artista em que eu mais me inspiro.

A maior dificuldade enfrentada hoje em dia por nós cantores é conseguir um lugar decente pra ensaiar. Nossa vida seria MIL VEZES MAIS FÁCIL, se tivéssemos um espaço regular aonde ensaiar. A gente tem que ensaiar muito e é verdade que a Vergueiro é um ótimo espaço e nos ajuda muito mas, pra canto especialmente, faz MUITA falta uma sala decente. Que seja isolada, dê pra se concentrar, tenha um teclado (ou piano), etc.

O nível dos concursos tem aumentado cada vez mais, é impressionante! Tem sido cada vez mais competitivo, e as pessoas tem melhorado muito! Com certeza é uma coisa cada vez mais difícil, mas que vale a pena. A gente gosta muito de fazer parte disso! O que poderia melhorar? Humm… Acho que a qualidade de som dos eventos, para os competidores de canto ainda tem sido um problema. Mas tem melhorado, e tenho certeza de que a cada evento aprendemos mais.

A maior realização do duo até agora, ainda está acontecendo!! A Gio está cuidando da parte de produção e direção musical do High Hill, e tem sido uma experiência ótima! Cansativa, e desafiadora, mas ótima! E a B fez um documentário sobre o K-NRG, um outro grupo cover, como TCC do seu curso e amou o resultado.

A Gio ainda sonha em trabalhar como produtora musical na Coreia, e quem sabe ter um canal no YouTube onde possa ter seu material autoral e a B deseja fazer parte da gravação e produção de vídeo-clipes (os famosos M/V’s) de vários grupos de K-Pop.

Texto provido pelos artistas, mediante algumas perguntas enviadas pelo Koreapost.

Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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