O Koreapost continua com a série de reportagens sobre os grupos finalistas do KDT. No Especial Vida de Cover vocês irão conhecer um pouco mais destes grupos que nos surpreendem e emocionam a cada evento. Hoje conheceremos o grupo Refresh.

O grupo é de Recife, capital de Pernambuco e iniciou suas atividades em 2012.

Todos nós éramos partes de outros grupos covers em Recife e nos conhecíamos desses eventos. Conforme fomos nos aproximando e nos tornando mais amigos, foi surgindo a ideia de criar um grupo só com meninos que fosse focado em produzir covers de girlgroups. Foi um processo bem natural, na verdade – um grupo de amigos que se tornou um grupo de dança. Os integrantes que foram adicionados depois (Thiago e Gutemberg) eram pessoas que já conhecíamos dos eventos. Começamos a chamá-los pra completar formações e fazer participações. Com o tempo fomos vendo que isso foi se tornando frequente e como nos demos super bem, fizemos o convite pra que fossem integrantes fixos.

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Conheça um pouco de cada um dos integrantes do Refresh:

Felipe ou Lipe – 28 anos, dá aulas de inglês que adora estudar novos idiomas então pretende viajar para muitos países ainda.

Túlio – 24 anos, gestor de mídias digitais. Se interessa muito por diversos estilos de danças urbanas, quer conhecer e experimentar muitos tipos por aí afora.

Valério – 22 anos, professor de dança. Quer continuar se especializando em ballet clássico e contemporâneo e dançar em diversos espetáculos.

Dan – 25 anos, estudante de estética. Pretende trabalhar na área quando se formar.

Gutemberg – 26 anos, estudante de estética também. Pretende ter um negócio próprio na mesma área.

Thiago ou Guete – 22 anos, estudante de arquitetura. Quer atuar na área mas também desenvolver sua personagem drag queen, Koda Evans.

Vini – 24 anos, estudante de medicina. Está no fim do curso e fazendo o estágio em diversas áreas, decidindo qual será sua área de especialização.

Ting – 24 anos, estudante de informática. Pretende trabalhar na área e abrir um abrigo de adoção de gatos.

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Conciliar a vida normal (estudo, trabalho) com a vida de cover é um tanto corrido. Ensaiamos nos fins de semana e quando alguma apresentação se aproxima também tentamos encaixar ensaios durante a semana. Como somos 8, fazemos um sistema ‘rotativo’ quando sai uma música que queremos fazer, conferimos a quantidade de integrantes presentes no grupo de kpop e vamos fazendo a formação de acordo com a disponibilidade de cada um. Às vezes acontece de alguém ficar alguns meses sem dançar, quando os estudos ou o trabalho apertam.

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Nossas famílias, no geral, são tranquilas com relação ao nosso trabalho como covers. De vez em quando surge um comentário ou outro sobre estarmos ensaiando muito ou preocupação quando ensaiamos até tarde, mas nada que comprometa.

Geralmente fazemos reuniões no início de cada semestre para decidir quais rumos o grupo vai tomar naquele período. É bem raro seguirmos o que foi decidido na reunião, como o k-pop tem comebacks o tempo todo, estamos constantemente mudando e ajustando nossos planos.

Com relação às coreografias e aos figurinos, vamos dos que mais nos agradar, decidimos isso baseado no quanto gostamos da música/coreografia. O figurino nós gostamos de fazer o mais fiel possível e geralmente escolhemos os mais ousados hahaha… adoramos mostrar pele… Geralmente compramos os tecidos e aviamentos e encaminhamos nós mesmos. Alguns de nossos integrantes são bastante talentosos costurando, então conseguimos encaminhar muita coisa, tanto dos acessórios quanto das roupas em si. Só recorremos a costureira se for algo realmente mais complexo.

Nosso grupo predileto é o 9muses, mas com tantos problemas na formação delas, se tornou difícil. Gostamos também de muita coisa do AOA, que sempre trazem conceitos divertidos e até fetichistas. O Stellar também é um grupo que adoramos, apesar de não termos feito nenhum cover delas ainda. A maior dificuldade enfrentada hoje em dia por um grupo cover talvez seja a falta de incentivo, até financeiro mesmo. Ter um grupo cover gera muitos gastos e às vezes fica bem apertado manter esse hobby.

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Já tivemos oportunidade de dançar em diversos lugares. Os concursos no Brasil têm um nível bom mas não ótimo. Na maioria do concurso que vamos, pagamos o preço do ingresso completo e as premiações não cobrem os gastos que tivemos com a produção do figurino, isso às vezes é um tanto desestimulante.

Nossa maior realização até o momento com certeza foi ter ganhado o concurso latino-americano na Argentina em 2015, e nosso maior sonho é ter a oportunidade de dançar fora do Brasil novamente!

Concurso na Argentina. Foto: Google
Concurso na Argentina. Foto: Google

Para finalizar queremos agradecer o convite para essa entrevista e agradecer a todos que nos acompanham e nos apoiam! É realmente muito importante pra todos nós!

Texto provido pelo grupo, mediante algumas perguntas enviadas pelo Koreapost.

Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



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