“Tunnel”, o novo thriller policial do canal a cabo OCN, teve um bom começo, desafiando a opinião pública de que pudesse se tratar de mais história mal contada de viagem no tempo, uma vez que fala de um homicídio, investigado pelo detetive Park Kwang-Ho nos anos 80 (interpretado por Choi Jin-Hyuk), que viaja até o presente durante a perseguição à um assassino em série.

Os telespectadores expressaram suas preocupações sobre as semelhanças com o seriado policial de 2015 “Signal”, que contava a história de uma dupla de detetives, do passado e do presente, que se conectavam através de walkie-talkies para resolver os casos.

No entanto, os mesmos telespectadores que se cansaram de ver séries de viagem no tempo fracassarem como “Tomorrow With You” e “Saimdang: Memoir of Colors”, deixaram de preocupar-se depois dos primeiros episódios de “Tunnel”.

Em parte graças ao efeito do thriller anterior “Voice”, que levou os telespectadores a uma tensão extrema com suas cenas de crime arrepiantes nos últimos dois meses, Tunnel começou com 2,8% de audiência no episódio de estreia. As avaliações para o segundo episódio, exibido na sequencia, alcançaram 3,1%.

O primeiro episódio de “Tunnel”, com Choi Jin-Hyuk no papel de um detetive apaixonado e caloroso que faz uma investigação de porta, em porta, em estilo retrô, para pegar um serial killer, apresentou cenas que o espectador poderia facilmente comparar à “Signal” ou “Memories of a Murder”, um filme de 2003.

Comparado com os dramas recentes, que atraem a atenção dos telespectadores desde o início com o rápido desenvolvimento da história, o primeiro episódio de “Tunnel” foi bastante lento – durante a perseguição de um suspeito assassino em série, Kwang-Ho é atingido na cabeça por uma pedra e perde a consciência dentro de um túnel.

Mas, o segundo episódio, que descreve o detetive acordando para descobrir, que ele viajou 30 anos até o presente para encontrar o corpo da quinta vítima, morta pelo assassino em série que ele estava perseguindo no passado, foi cheio de pistas interessantes e novos personagens.

Tinnel 2

Kwang-Ho se encontra-se com aquele que viria a ser seu parceiro Kim Sun-Jae, interpretado pelo ator Yoon Hyun-Min, um detetive moderno que é esperto, mas sem habilidades sociais, e Shin Jae-Yi, interpretado pela atriz Lee You-Young, uma educada professora de psicologia criminalística do Reino Unido que teve uma infância solitária por ser uma criança adotada.

Se o canal OCN fez seu nome com “Voice” e seus visuais chocantes, seu mais recente thriller de crime mostrou uma versão atualizada do gênero.

Sobre a diferença com outros seriados policiais, o diretor Shin Yong-Hwi disse que procurou se concentrar mais no lado humano. “A história trata de um caso de assassinato em série, mas tentamos infundir um sentido de humanidade à história ao contrário do lado grotesco de um show de crimes”, disse ele. “Nossa série é mais um drama humano no qual as pessoas, cada uma com suas deficiências, se complementam”.

O elemento de viagem no tempo, foi usado, segundo o diretor, porque “cabia à história, não apenas porque é uma tendência atual”. Mas este detalhe balança consideravelmente a história. Ele serve como uma ferramenta necessária para apresentação de dois personagens opostos, elevando a expectativa do que a dupla e a professora de psicologia podem fazer, sem contudo, complicar a trama.

Trailers

https://www.youtube.com/watch?v=i8gJf-17R3c

https://www.youtube.com/watch?v=NBlbyEJQYNE


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