Foram necessários sete anos para os escritores Kim Young-hyun e Park Sang-yeon, conhecidos por serem os melhores escritores de drama históricos da Coreia – apresentarem a história das Crônicas de Arthdal ​​para o mundo”.

Isso traz de volta muitas lembranças e emoções“, disse Kim Young-hyun na coletiva de imprensa de 28 de maio para Arthdal ​​Chronicles. Ela dividiu o palco com Park e o elenco de estrelas do drama – Jang Dong-gun, Song Joong-ki, Kim Ji-won e Kim Ok-vin – no Imperial Palace Hotel.

Foi logo após o bem-sucedido Deep Rooted Tree em 2012, que ela e Park Sang-yeon também escreveram juntos, que eles tiveram a ideia de escrever um drama que abordou o nascimento de civilizações e nações, com temas relacionados à “aceitação da diversidade e pessoas abraçando a causa do diferente, além de ainda terem que criar sobre a ideia de amor e da falta de capacidade de sonhar entre as pessoas.”

É muito profundo que o ator Song Joong-ki o tenha descrito como uma série que “faz uma pergunta filosófica sobre como todos os aspectos da vida moderna, da política às religiões, à sociedade e à economia, começaram no início, tiveram seu inicio“.

Kim Young-hun disse que a inspiração para o “primeiro drama histórico antigo” da Coreia veio de livros antropológicos como Sapiens: Uma Breve História da Humanidade e Guns, Germs e Steel, bem como a música de John Lennon, “Imagine”. Conhecidos por sua escrita inteligente, os dois prolongaram a escrita, para esse drama que queriam criar, começaram a se aprofundar em questões como “Como a humanidade ou a Coreia começaram a formar uma nação? Como nos afastamos da vida primitiva para a vida abundante da sociedade agrícola e continuamos a desenvolvê-la para uma história maior?

Mais ainda, nunca houve um drama coreano nos tempos pré-históricos. Eles apontaram que a maioria das referências são as mitologias gregas ou romanas. “Os caucasianos não eram os únicos que viviam nos tempos antigos, e pensamos que Arthdal ​​Chronicles seria um projeto significativo, apresentando lendas sobre heróis antigos que se parecem conosco“, disseram os roteiristas.

O drama foi inicialmente intitulado Asadal Chronicles, sendo Asadal a capital de Gojoseon, o primeiro reino mítico coreano fundado pelo lendário Imperador Dangun e de onde supostamente se originou o povo coreano. Eventualmente, os escritores decidiram nomear o continente imaginário “Arth” como uma associação à palavra “terra”. Ao saber que a palavra coreana “dal” significava “terra, campo ou planície”, os escritores decidiram combinar as palavras e assim surgiu “Arthdal”.

Park Sang-yeon disse que ficou “chocado” quando apresentaram o conceito à produtora, a diretora Kim Won-seok, e aos membros do elenco, porque todos disseram: “Ok, vamos fazer isso”. E assim nasceu Arthdal ​​Chronicles – uma história sobre quatro heróis cuja casa é Arth, que é composta de diferentes tribos. Suas vidas se cruzam em meio a poder, ambição, amor e sobrevivência.

Foto: One Hallyu

Song Joong-ki faz o papel do inocente Eunseom, cujo instinto protetor de guerreiro veio à tona depois que sua tribo Wahan foi atacada por Tagon, interpretado por Jang Dong-gun. Tagon, filho do líder da tribo Saenyeok, é carismático. Mas, ele mantém sua raiva para si mesmo, de modo que ninguém sabe quando esses sentimentos vão explodir.

Enquanto isso, Kim Ji-won é Tanya, a sucessora da mãe do clã da tribo Wahan, cujo destino é liderar e proteger seu próprio povo contra outras tribos poderosas. Taealha, interpretada por Kim Ok-vin, é a mulher mais bonita de Arthdal, mas tem um desejo forte de poder. Ela se envolve com Tagon, mas ambos lutam entre o bem e o mal, enquanto lidam com seus conflitos e ambições pessoais.

Arthdal ​​prospera em sua tecnologia de bronze enquanto a tribo Wahan está menos avançada. Mas Eunseom e Tanya, descritos como “personagens vulneráveis”, aprenderão a se fortalecer para a enfrentar Tagon e Taealha enquanto protegem sua tribo. Além das tribos, Arthdal ​​é interessante pelas diferentes raças que vivem na cidade antiga: os humanos chamados “Sarams”; os “Neaghals” que são dotados de habilidades extraordinárias; e aqueles que são uma mistura de Saram e Neanthal, como Eunseom.

Mesmo a série sendo distintamente coreana, Song Joong-ki disse que o público estrangeiro poderá se identificar com a história. Ele disse que encontrou o artigo de um crítico estrangeiro sobre Parasite, o primeiro filme coreano a ganhar a Palma de Ouro recentemente no Festival de Cannes. “O crítico disse que apesar de Parasite ser um filme coreano, conta uma história que repercutiria muito em seu país também. Eu me senti orgulhoso como um coreano … Eu acho que o comentário do crítico pode ser aplicado à nossa série também. É uma história muito coreana, mas ao mesmo tempo é universal. Ela fala sobre política, religiões e questões sociais que se relacionam com a atualidade”, disse ele.

Foi da mesma maneira quando ele assinou a Netflix porque queria assistir Narcos, adicionou Song Joong-ki. Ele lembrou ter ficado impressionado com a forma como a história capturou a “atmosfera única” da Colômbia.“Quando assisto a outros programas na Netflix, adoro ver o que é distintamente local onde quer que o programa foi produzido, e espero que o público também possa vivenciar isso com Arthdal ​​Chronicles”, disse o ator.

Arthdal ​​Chronicles foi feita a partir de muita imaginação e criatividade, e muitas cenas tiveram que ser completadas com efeitos visuais. Durante as filmagens, o elenco e a equipe estudavam os mapas de localização para entender o fluxo da história. “Uma vez que a série é ambientada nos tempos antigos, tentamos capturar o máximo possível de natureza não contaminada. Fomos filmar em muitos campos vastos e bosques com muito verde e, com um pouco de efeitos visuais, o público poderá ver na tela os cenários místicos e inspiradores que a natureza pode oferecer ”, disse a atriz Kim Ji-won.

O ator veterano Jang Dong-gun colocou muita fé nos escritores e diretor, Kim Won-seok, que esteve no comando de sucessos como Sungkyunkwan Scandal, Misaeng e Signal, entre outros. Ele descreveu Arthdal ​​Chronicles como “muito original e misterioso”. Perguntado sobre o que ele gostaria que o público fora da Coreia se concentrasse na série, Jang Dong-gun disse: “Se a história da série fosse ambientada, por exemplo, na dinastia Joseon, o público estrangeiro poderia achar difícil se envolver com a história, mas essa série não é particular à história da Coreia, mas traz a questão universal de ‘Como era o início de tudo’ então, acredito que o público vai se apaixonar pela história muito rapidamente“.

A atriz Kim Ok-vin, uma fã assumida da Netflix, disse que ter Arthdal ​​Chronicles na plataforma “é muito bom e impressionante de certa forma“.“Espero que muitas pessoas assistam à série e, como esta é a primeira série desse tipo na Coreia, acho que será recebida de forma bem diferente de outras séries coreanas de drama histórico. Como tivemos que construir tudo do zero, nossa tentativa de criar um novo tipo de história será um dos aspectos-chave para avaliar a série, e estamos animados para ver quais comentários receberemos“, disse ela. Kim Ok-vin também acredita que “muitos fãs de drama históricos hardcore vão adorar esta série – há luta de poder, ação e muitas cenas visualmente impressionantes“.

Arthdal ​​Chronicles será dividida em três partes, com cada parte tendo “arcos de história claramente definidos”, disse o escritor Kim Young-hyun. A parte 3 vai ao ar no segundo semestre do ano. Atualmente, a Netflix está transmitindo um episódio por semana, sempre as terças feiras.


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3 COMENTÁRIOS

    • Nós também adoramos Nixson!! No site Soompi dizia que a série entraria num breve hiato e retornaria em Setembro.Obrigada pelo seu comentário e por curtir o Koreapost.

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