James Reid e a cantora Nancy do Momoland

Países do sudeste asiático estão emergindo como um novo mercado para a cultura pop coreana, alinhando com uma iniciativa agressiva da politica externa sul-coreana, que ganhou impulso através de uma cúpula especial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ANSA), que ocorreu em Busan.

A região pode fornecer um avanço para a indústria pop coreana, que sofreu um grande baque em seu maior mercado, a China, desde que o THAAD foi implementado em solo sul-coreano, em 2016.

Pequim, que apresentou fortes objeções à instalação do THAAD, ainda não demonstra sinais de que encerrará as retaliações contra a cultura pop sul-coreana, especialmente contra os dramas e programas de entretenimento, filmes e os artistas em si.

Nos últimos dias, entretanto, a troca de conteúdos midiáticos e produções entre a Coreia do Sul e os demais países do sudeste asiático está crescendo, graças à grande popularidade da cultura pop coreana, conhecida como hallyu.

A Universal Asset Global, uma companhia de investimento da hallyu, apresentou, com sucesso, o preview de um episódio piloto de um drama chamado Safety Zone, uma produção conjunta com a agência de polícia da Indonésia.

O elenco do novo drama tailandês, Prao Mook, com cenas gravadas na Coreia. Foto: Gyeongsangbuk-do Culture & Tourism Organization

O Canal 3, a primeira rede de TV comercial da Tailândia, filmou seu novo drama, chamado Prao Mook, em Daegu, como parte de um acordo trilateral com os governos locais. O drama será exibido em 2020.

Nas Filipinas, Nancy, uma das integrantes do MOMOLAND, foi escolhida como a heroína de uma série do canal ABS-CBN chamada Soulmate Project. Mais de 100 portais de notícias locais informaram sua escalação para o programa, junto de James Reid, ator filipino-australiano.

O programa de variedades Running Man, da SBS-TV, recentemente organizou um fan meeting em Ho Chi Minh, no Vietnã, onde apareceram cerca de 10 mil fãs.

Um canal vietnamita, inclusive, fez um remake do programa, com seu próprio elenco, mantendo, obviamente, o formato voltado para competições do original.

Não só os programas sul-coreanos estão sendo exportados,  mas também os produtores.

Nós apoiamos e dirigimos produções locais. Como faltam algumas habilidades aos produtores locais, de alguma forma, isso leva a um maior interesse na hallyu e ao desenvolvimento de conteúdos locais“, diz Kang Moosung, um produtor sul-coreano que trabalha em uma produção na Indonésia atualmente.

Projetos conjuntos entre a Coreia do Sul e as nações da ANSA estão crescendo graças ao aumento da demanda“, ele complementa.


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