Steve Aoki está completamente dentro da tendência do K-pop e espera que mais ouvintes estejam futuramente.

O famoso produtor e DJ americano liberou a versão em inglês da sua colaboração com o grupo de K-pop Monsta-X, “Play It Cool”. A música marca a quarta colaboração de Aoki no K-pop e ele se encontrou com o site HuffPost para discutir o impacto e a imagem da música.

Conhecidos pela dança extravagante, jovial, com faixas animadas que muitas vezes estão perfeitamente sincronizadas com a coreografia, e, no caso dos grupos masculinos, pelo uso de maquiagens e jóias, o K-pop tem uma habilidade única de redefinir nossas noções de masculinidade, acredita Aoki.

[K-pop] desafia a ideia do estereótipo ocidental sobre a masculinidade sem ser político quanto a isso”, ele disse.

Na verdade, a habilidade do gênero em atravessar culturas e hemisférios, enquanto continua a ganhar força, tem sido uma agradável surpresa, considerando como asiáticos (particularmente homens asiáticos) tem sido tradicionalmente marcados como assexuais, indesejáveis e afeminados pelo entretenimento ocidental.

Steve Aoki e o grupo BTS. Foto: Allkpop

O BTS, uma das colaborações de Aoki e o grupo de K-pop de maior sucesso mundial que recentemente conquistou totalmente o mercado Norte Americano, foi descrito pelo anfitrião de um talk show mexicano como parecendo “um grupo LGBT perdido em Cancún”, acrescentando que eles também pareciam com “um grupo de amigas minhas que dirigem caminhões”.

Essa é uma batalha sem fim para os homens asiáticos na sociedade ocidental ― a sua desvirilização gerada entre os norte americanos é um assunto delicado que existe desde 1800, quando trabalhadores chineses foram trazidos aos EUA para construir uma estrada de ferro transcontinental. Talvez a aparência andrógina encontrada nas bandas masculinas de K-pop possa acabar com esses conceitos conservadores.

Assim como o produtor sucintamente resumiu, “a masculinidade pode ter diferentes significados”, e o K-pop prova que “a masculinidade é fluida”.

“É algo que eu apoio totalmente”.

Aoki insistiu que na verdade existe uma rica complexidade por trás da música que muitos ainda tem para explorar. Para ele, a descoberta do gênero asiático o levou a uma “cultura desconhecida”.

Quando você está disposto a conhecer e a acessar todas as suas camadas, você vê as características, as personalidades, e você se aprofunda em suas vidas e eles realmente tem muito o que mostrar ― seu talento, seu humor”, ele disse.

Apesar da rápida popularização, muito do K-pop ainda continua existindo fora dos canais convencionais. A mídia não faz uma boa cobertura sobre ele, como pontuou Aoki. Entretanto, ele acredita que a jornada para descobrir mais sobre o gênero faz parte do seu charme.

Isso não tem sido muito apreciado ― mas para mim é a melhor coisa sobre o K-pop. Você tem que descobrir as coisas por conta própria. Não vai estar por ai na mídia, batendo suas asas para qualquer um ver”, ele explicou. “Você tem que achar por conta própria. Quando você o faz, acaba encontrando uma incrível comunidade de pessoas que realmente entendem muito bem sobre essa cultura e que podem ajudar a te guiar através do que é complexo e maravilhoso sobre ela

O grupo Monsta X. Foto: Kpop Herald

No caso do Monsta X, Aoki foi atraído para a banda através de seu canal no Youtube. O produtor adorou como se vestiam, a coreografia e o estilo. E eles estão longe de ser o último projeto internacional a receber o apoio de Aoki.

O produtor disse que trabalhar com esses projetos, incorporando outras culturas e línguas, lhe dá a habilidade de “unir mundos”.

Eu amo trabalhar com todos os tipos de produções internacionais, nenhuma língua ou cultura será uma barreira para mim”, ele disse. “Isso é o que mais gosto em ser produtor, saber que eu estou apto para construir essas pontes e conectar tantas comunidades”.

Ele conclui com: “No final do dia, música é uma comunidade universal, colaborações que fiz, e colaborações como a minha ajudam a unir a música ainda mais”.


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