Os líderes da Coreia do Sul e do Norte concordaram em estabelecer uma zona de paz e cooperação em sua disputada fronteira marítima do oeste, uma ação que pode impedir futuros confrontos.

A disputada linha de demarcação do mar, da qual Seul reforçou, tem sido palco de dois confrontos navais mortais entre as duas Coreias desde 1999.

Na última sexta (27/04), o presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un realizaram uma cúpula histórica na vila de Panmunjom (área desmilitarizada) e concordaram em transformar a área em uma região especial, podendo ser usada com segurança por ambos os lados.

(Imagem: Bloomberg)
(Imagem: Bloomberg)

O acordo também poderia potencialmente permitir a operação conjunta entre pescadores sul e norte coreanos, enquanto permite que as autoridades marítimas reprimam a pesca ilegal chinesa.

Residentes sul-coreanos da ilha de Yeonpyeong, sul da fronteira oceânica ocidental, saudaram o acordo.

“Seria um sonho se pudéssemos navegar ao longo da Linha de Limite do Norte e operar livremente sem o perigo de provocar ação militar”, disse Park Tae-won, oficial que atua com as questões de pesca na ilha.  A linha de limite do norte (NLL) é a fronteira no mar ocidental.

O mapa mostra as zonas especiais de cooperação de paz do Mar do Oeste, propostas da Coreia do Sul na cúpula inter-coreana de 2007. (Imagem: Yonhap)
O mapa mostra as zonas especiais de cooperação de paz do Mar do Oeste, propostas da Coreia do Sul na cúpula inter-coreana de 2007. (Imagem: Yonhap)

A Coreia do Norte nunca reconheceu a NLL, exigindo que ela fosse redesenhada mais ao sul. Tal pedido foi rejeitado pelo Sul, que vê a linha como uma zona de segurança, visando manter o Norte afastado de suas margens e portos ocidentais considerados vulneráveis.

Em 2010, a Coreia do Norte bombardeou a ilha de Yeonpyeong, matando quatro pessoas, incluindo dois civis. No mesmo ano,  torpedeou um navio de guerra sul-coreano próximo a fronteira marítima ocidental, matando 46 marinheiros sul-coreanos, embora Pyongyang tenha negado seu envolvimento no incidente.

O presidente sul-coreano Roh Moo-hyun e o líder norte-coreano Kim Jong-il realizaram uma cúpula em outubro de 2007. Ambos concordaram em estabelecer uma zona especial de paz e cooperação no Mar do Oeste para a pesca conjunta, mas nenhum progresso foi alcançado, pois Roh foi sucedido por um presidente conservador em 2008.

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