A Coreia do Sul pretende manter sua posição quanto a sua política anti-nuclear frente ao acalorado debate sobre o último referendo de Taiwan, que votou à favor da revogação da eliminação das usinas nucleares do país, segundo um alto funcionário do governo do Ministério da Energia sul-coreano na segunda-feira.

“Os taiwaneses parecem estar dispostos a abandonar sua política anti-nuclear após o grande apagão que ocorreu em agosto do ano passado. Embora nossa direção política seja de certa forma semelhante a de Taiwan, também há diferenças”, disse a jornalistas um alto funcionário do Ministério do Comércio, Indústria e Energia, que pediu anonimato.

“Embora nos referiremos ao caso de Taiwan, continuaremos a pressionar por políticas que visem alterar nossa matriz energética, fortalecendo a comunicação com o público”, disse ele.

 

Taiwan, assim como a Alemanha, é um dos países que a administração de Moon Jae-in estudou para formular suas próprias políticas livres de armas nucleares. No entanto, como o apagão maciço do ano passado causou preocupações crescentes entre os taiwaneses sobre questões de fornecimento de energia, o país realizou um referendo para decidir sobre o futuro das fontes de energia.

Como resultado, 5.895.560 votos foram à favor da revogação da eliminação nuclear, representando 59% do total de votos, de acordo com a Comissão Eleitoral Central de Taiwan, no domingo.

O Ministério de Energia da Coreia disse que não parece apropriado aplicar o caso de Taiwan diretamente à Coreia.

A Coreia tem usinas nucleares suficientes para fornecer energia a longo prazo, portanto possui mais oportunidade para conduzir uma eliminação estável da energia nuclear, disse a autoridade. Existem atualmente 24 usinas nucleares na Coreia do Sul, sendo que seis delas estão atualmente sob inspeção. Cinco novas usinas estão sendo construídas. Em comparação, existem apenas duas usinas nucleares em funcionamento em Taiwan.

A Coreia pretende eliminar completamente as usinas nucleares do país até 2082, como parte do plano para aumentar a porção de energia renovável e diminuir a porção de energia nuclear. Portanto, a operação de todas as usinas nucleares não será estendida quando o período de operação terminar.

O alto funcionário também afirmou: “Não temos planos de fazer uma pesquisa conjunta (com a Associação Nuclear Coreana) para perguntar ao público sobre as políticas de transformação energética do governo. A tomada de decisões com base em uma pesquisa pode estar certa, mas não parece correta para as políticas em questão”, disse ele.

Na semana passada, a Associação Nuclear Coreana propôs que o governo realizasse uma pesquisa conjunta sobre suas políticas depois que o governo levantou dúvidas sobre a credibilidade do último resultado da pesquisa da entidade. A pesquisa mostrou que 68% do público é a favor da manutenção ou expansão de usinas nucleares.

As novas informações são contrárias as de uma pesquisa divulgada em junho pelo Hyundai Research Institute, de propriedade privada, que mostrou que 84,6% dos entrevistados aprovaram a política do governo para reduzir as usinas nucleares.


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