A Coreia do Norte quer a unificação coreana sob regimes separados no Norte e no Sul, revela o apelo nacional do país direcionado aos coreanos que vivem no país e aqueles no exterior.

O apelo anual foi realizado em uma conferência conjunta do governo, partidos políticos e organizações públicas no People’s Palace of Culture em Pyongyang, informou a agência de notícias estatal norte-coreana, a Korean Central News Agency (KCNA).

O apelo propôs uma “reunificação pacífica baseada em um acordo de âmbito nacional“, enquanto dizia que as diferentes ideologias e sistemas no Norte e no Sul deveriam ser permitidos sob uma Coreia unificada.

 

“É necessário reunir nossa sabedoria e esforços para fazer uma proposta nacional para a reunificação, de acordo com a vontade e demandas da nação, com base no reconhecimento das ideologias e sistemas existentes no Norte e no Sul”, afirma o apelo.

O documento apela para a expansão abrangente dos intercâmbios comerciais inter-coreanos, condenando os “movimentos astutos de estrangeiros para criar desconfiança” entre as Coreias, em uma aparente referência às sanções internacionais.

A mídia estatal norte-coreana tem clamado por uma retomada dos negócios inter-coreanos, como a reativação do Complexo Industrial de Gaeseong e o turismo no Monte Geumgang, especialmente depois do discurso de Ano Novo de Kim Jong-un, no qual ele expressou sua firme disposição a este respeito.

Foto: KCNA-Yonhap

O apelo também pediu a implementação das declarações conjuntas firmadas ano passado nas três Cúpulas Inter-Coreanas, realizadas em abril, maio e setembro, e a erradicação da hostilidade militar entre as duas Coreias.

“Vamos todos acelerar ainda mais o avanço nacional para a implementação das declarações Norte-Sul… e assim glorificar este ano como histórico quando outra transformação radical for posta em desenvolvimento nas relações inter-coreanas, e a realização da causa nacional de reunificação coreana”, afirma o documento.

Os participantes da conferência incluíram Yang Hyong-sop, vice-presidente da Assembleia Popular Suprema (SPA); Kim Yong-chol, vice-presidente do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia (WPK) e diretor do United Front Department (UFD) do partido, e Ro Tu-chol, vice-premier e presidente da Comissão de Planejamento do Estado.

Outros oficiais incluíam membros do Comitê do Lado Norte para Implementar a Declaração Conjunta de 15 de junho, a Aliança Pan-Nacional para a Reunificação da Coréia, a Aliança Pan-Nacional de Jovens e Estudantes para a Reunificação da Coreia e o Conselho Consultivo para Reconciliação Nacional.


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