Estima-se que a taxa de fertilidade da Coreia do Sul tenha atingido o nível mais baixo no ano passado, após cair abaixo do nível 1 pela primeira vez, de acordo com um Comitê Presidencial formado para estudar o assunto, o que levanta preocupações de que o país esteja caminhando para um “precipício demográfico” mais rápido do que esperado.

De acordo com o Comitê Presidencial de Políticas sobre o Envelhecimento da Sociedade e da População, a taxa total de fertilidade do país é estimada entre 0,96 e 0,97 para 2019.

De acordo com a agência Statistics Korea, a taxa de fertilidade refere-se ao número de filhos que uma mulher tem durante a sua vida. Neste sentido, o nível 1 significa que as mulheres tem pelo menos um filho durante sua vida.

 

A agência também previu em março passado que a taxa de fertilidade do país cairia abaixo do limite de 1.

Se a taxa de fertilidade não melhorar e permanecer em um nível crítico de 1, podemos enfrentar uma diminuição da população total do país antes de 2028, ano para o qual prevíamos esse resultado“, disse o comissário da agência Kang Shin-wook.

A Coreia do Sul precisa de uma taxa de fertilidade de 2,1 para manter sua população atual. No entanto, a taxa não é nem metade do que é recomendado.

Em 2016, a taxa média de fecundidade de 35 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de 1,68 e a Coreia ficou em último lugar.

A Statistics Korea começou a coletar dados sobre taxas de fertilidade em 1970 e registrou um recorde histórico de 4,54 no ano seguinte. No entanto, desde então, a taxa despencou para 1,53 em 1987, apesar de um rebote surpresa para 1,7 em 1990. Mas em 2017, atingiu uma baixa recorde de 1,05.

Especialistas alertaram que uma diminuição na população poderia reduzir a produção e o consumo e, eventualmente, levar a uma crise econômica. Desde 2006, o governo criou medidas que são realizadas três vezes a cada cinco anos para lidar com a questão.

No entanto, o plano do governo se concentrou em aumentar a taxa de fertilidade e deixou de lado o que as pessoas realmente precisam para garantir um ambiente necessário para nutrir uma família, como encontrar um emprego estável e um lar para morar. O governo decidiu mudar seu programa para agir nesta questão, sendo o novo foco a melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos.

“Nosso objetivo é manter o número total de bebês nascidos por ano em cerca de 300 mil e o governo fará o melhor possível para apoiar os custos médicos e as despesas dos pais com a criação dos filhos. Esperamos que esses benefícios incentivem as pessoas a terem pelo menos dois filhos”, disse um oficial do Comitê Presidencial.

“Além disso, nossa sociedade ainda mostra séria discriminação de gênero no trabalho, sendo esta uma das principais razões pelas quais as mulheres evitam se casar e ter filhos. Nós compensaremos esta situação tentando estabelecer a igualdade de gênero no trabalho e em casa”, afirmou o oficial.


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome.