Registro de 2020 mostra pedestres usando máscara em Myeongdong, bairro comercial de Seul.

A Coreia do Sul recebeu 700 mil doses da vacina contra o corona vírus da Pfizer-BioNTech vindas por empréstimo de Israel, em uma tentativa de acelerar a imunização em meio ao aumento das infecções ao redor da capital, Seul.

Mais de 1 mil casos foram relatados no início de julho, o maior número desde dezembro e centenas a mais do que os 746 casos publicados no dia anterior, informou a agência de notícias Yonhap, citando autoridades de saúde do governo sul-coreano.

De acordo com o acordo de troca de vacinas anunciado pelos dois governos, a Coreia do Sul devolverá a Israel o mesmo número de vacinas, já encomendadas pela Pfizer, em setembro e outubro.

A Coreia do Sul distribuiu rapidamente as vacinas COVID-19 que possui, mas tem se esforçado para obter doses suficientes em tempo hábil em meio a estoques globais escassos, especialmente na Ásia.

“Este é um acordo em que todos ganham”, disse o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett em um comunicado anunciando o acordo. “Juntos venceremos a pandemia.”

Depois de uma vacinação em massa, Israel administrou ambas as doses do imunizante para cerca de 55% de sua população e viu uma decaída no número de comparecimento da população para receber a vacina.

O diretor da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA), Jeong Eun-kyeong, disse que o acordo permitirá que a Coreia do Sul acelere seus planos de vacinação, incluindo o fornecimento de vacinas a funcionários em alguns setores que têm um alto contato com outras pessoas.

As autoridades locais irão decidir quem recebe as vacinas, mas a agência disse que a prioridade poderia ser dada a limpadores de rua, entregadores e funcionários de varejo, por exemplo.

As autoridades sul-coreanas disseram na semana passada que esperam obter imunidade coletiva antes da meta atual de novembro, imunizando pelo menos 70% da população com pelo menos uma dose de vacina, principalmente com vacinas mRNAs como a da Pfizer.

Jeong disse que se a campanha de vacinação correr de acordo com o planejado e a Coreia do Sul se encontrar com doses excedentes no final do ano, depois de enviar de volta as doses que vieram emprestadas de Israel, o país também irá compartilhar seu estoque com outros países.

A Coreia do Sul tem lutado contra pequenos surtos persistentes de corona vírus, o que levou as autoridades a adiar algumas medidas de flexibilização das regras de distanciamento social.

No geral, o país registrou por volta de 161 mil casos de COVID-19 e pelo menos 2 mil mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.


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