De acordo com as autoridades sul-coreanas, o governo quer que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) desempenhe um papel mais ativo ao lidar com o plano do Japão de descarregar água contaminada no Oceano Pacífico.

Em uma carta oficial à AIEA, o Ministério da Ciência e ICT falaram das sérias preocupações do país sobre possíveis efeitos nocivos ao meio ambiente, citando a possibilidade de o Japão despejar água radioativa da usina nuclear de Fukushima no oceano.

O ministério pediu à AIEA para desempenhar um papel mais ativo, cooperando com organizações internacionais e países envolvidos”, disse uma autoridade do ministério.

O grupo ambientalista Greenpeace disse anteriormente que o Japão planejava descarregar cerca de um milhão de toneladas de água radioativa no oceano.

O Japão disse que não fez nenhum plano imediato para lidar com a água contaminada.

O ministério disse que, começando com a carta, exporá o problema ao mundo, pois está diretamente relacionado à saúde dos cidadãos da região e ao meio ambiente marinho próximo à usina nuclear.

Como parte dos esforços, a Primeira Vice-ministra do Ministério da Ciência e ICT Moon Mi-ok está participando esta semana, da Conferência Geral da AIEA, em Viena, de 16 a 20 de setembro.

Moon fará um discurso para estabelecer mais interesse no assunto entre os países membros e pedir respostas conjuntas.

“O governo continuará a pedir cooperação internacional para que a comunidade encontre uma maneira segura, otimizada e justa de lidar com a água contaminada”, disse a autoridade.

A Coreia do Norte também intensificou recentemente a pressão sobre Tóquio para abandonar qualquer plano de descarte de água radioativa, dizendo que o povo coreano sofreria o impacto de suas consequências.

O Rodong Sinmun, o jornal oficial da Coreia do Norte, disse na quarta-feira que despejar água contaminada no mar seria um ato criminoso que poderia provocar uma calamidade nuclear na região.

Em 19 de agosto, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia convocou um funcionário da Embaixada do Japão em Seul, numa tentativa de descobrir se a alegação feita pelo Greenpeace era verdadeira e perguntar sobre os planos de Tóquio em lidar com a água contaminada.


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