O Ministro da Defesa sul-coreano anunciou que está buscando o desenvolvimento de um plano para a retirada das forças e equipamentos militares dos postos de guarda na fronteira com a Coreia do Norte, de modo experimental, tendo em vista os desdobramentos da cúpula inter-coreana de abril e a redução das tensões.

Em um relatório do comitê de defesa da Assembleia Nacional, o ministro também disse que consideraria uma “retirada completa” de modo simultâneo a um levantamento trans-fronteiriço de vestígios históricos e características ecológicas presentes na Zona Desmilitarizada da Coreia (ZDC ou DMZ, na sigla em inglês), que separa as duas Coreias.

Após a cúpula de 27 de abril na vila de Panmunjom, o presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un concordaram em transformar a fronteira em uma “zona de paz genuína”.

“Para realizar a transformação da DMZ em uma zona de paz, como afirmado na Declaração de Panmunjom, (o ministério) está buscando o desenvolvimento de um plano para a redução militar gradual de tropas e equipamentos nos postos de guarda”, disse o ministro.

Além disso, o ministro também afirmou que está buscando um programa conjunto com os Estados Unidos da América e a Coreia do Norte para escavar os restos mortais de pessoas enterradas na DMZ, como parte dos esforços para garantir o cumprimento da Declaração de Panmunjom, assinada em abril, e o acordo de 12 de junho entre o presidente americano Donald Trump e Kim Jong-un.

De modo experimental, o ministro pretende desmilitarizar a Joint Security Area na vila Panmunjom. “Com base no Armistício, (o ministério buscará) reduzir o pessoal de guarda e rearranjar as armas de fogo”, disse o ministro.

O ministro também afirmou que tentará designar a Northern Limit Line (NLL), o limite marítimo, como um “mar pacífico”, estabelecendo uma área conjunta de pesca para pescadores de ambas as Coreias. O plano é parte dos esforços para evitar confrontos navais na NLL, o que tem sido um ponto de grande conflito. A Coreia do Norte negou à demarcação da linha, argumentando que foi unilateralmente desenhada pelo Comando das Nações Unidas, liderados pelos Estados Unidos, após a Guerra da Coreia (1950-1953).


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