Os líderes das duas Coreias deram um passo significativo em relação as conversações de paz nesta Sexta, durante a reunião realizada em Panmunjon que foi classificada como o capítulo de uma nova história.

O Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in e o Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un anunciaram que até o fim do ano irão substituir o armistício de 1953 por um acordo de paz, um pré-requisito para a paz na península coreana, efetivamente passando o poder para as outras autoridades regionais.

Eles concordaram em estabelecer conversações trilaterais com os Estados Unidos, ou uma negociação envolvendo quatro partes, o que incluiria a República Popular da China, de acordo com a agora chamada ‘Declaração de Panmunjon’.

The Sun/Reprodução
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O acontecimento mostrou mais uma vez que a Coreia do Sul é parte chave envolvida nas negociações de paz, mesmo que não seja uma das signatárias do armistício assinado 65 anos atrás.

A declaração foi de fato, um guia para as discussões entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que provavelmente ocorrerá no fim de Maio ou começo de Junho.

A dúvida é se Kim e Trump farão progresso sobre a questão Nuclear.

A Coreia do Norte pediu uma dupla abordagem em relação a desnuclearização da Coreia e a instalação de medidas para promover a paz, estratégia que é apoiada pela China.

No entanto, está fora de questão o fato dos Estados Unidos aceitarem um regime de paz sem um progresso significativo de desnuclearização, que é a parte mais importante do jogo.

Na construção da confiança mútua, no entanto, Moon e Kim decidiram encerrar todas as hostilidades militares entre os dois lados. Eles prometeram transformar a super vigiada Zona Desmilitarizada em uma ‘zona de paz’, no sentido genuíno e criar uma ‘zona marítima de paz’ na tensa fronteira do Mar Amarelo.

A histórica reunião entre Moon Jae-in e Kim Jong-un aparentemente criaram novos acordos surpreendentes para a redução de tensões militares na Coreia.

Muito do que foi acordado, é remanescente da segunda reunião intercoreana, realizada em Pyongyang em 2007. Mas, este novo acordo tem mais chances de ser realmente implementado, diferentemente do anterior. Os dois presidentes enfatizaram a vontade em colocar o acordo em prática.

“De agora em diante, nós nunca voltaremos atrás…demos este audacioso passo para alcançar a paz entre Sul e Norte, para a prosperidade das duas nações e para a reunificação, que é o desejo do povo coreano, isso partiu de nós mesmos”, disse Moon com Kim ao seu lado.

Kim enfatizou a necessidade de parar com o ‘infeliz histórico’ dos acordos entre as Coreias e a falha em implementá-los. O que ele trabalharia em fazer, depois de consultas com o Presidente Moon.

Foto: Chung Sung-Jun Getty Images/ Taling Points Memo
Foto: Chung Sung-Jun
Getty Images/ Talikng Points Memo

Eles indicaram ainda que pretendem se reunir para mais conversações através dos vários canais de comunicação nos próximos meses, visando acertar os detalhes para a assinatura do acordo, no verão. Os dois líderes  ainda planejam ter mais ‘conversas regulares’ por telefone.

Os dois lados também concordaram em ter reuniões militares com ‘mais frequência’. Incluindo conversas entre os ministros da defesa. A primeira já acontece entre generais no próximo mês.

Medidas concretas de redução das fronteiras serão o ponto principal a ser discutido na reunião para assinatura do acordo, no verão. As medidas incluem a suspensão das transmissões de propaganda na fronteira e distribuição de panfletos.

As duas Coreias desejam a remoção da artilharia militar e postos de guarda da Zona Desmilitarizada, como também visam a expansão das linhas entre os militares.

Outro ponto importante é que o presidente sul-coreano só tem mais quatro anos de mandato, o que significa que há um bom espaço de tempo para que medidas adicionais sejam implementadas. O ex-presidente Roh Moo-hyun comandou a sua reunião intercoreana quando já estava no término de seu mandato.

Muitos dos acordos que foram apresentados na reunião de 2007, foi vetado quando o poder passou para as mãos do ex-presidente Lee Myung-bak, que deu início a uma administração conservadorista no ano seguinte.


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