Animais em um abrigo de Seul Imagem: Yonhap

Os índices de abandono de animais de estimação voltaram a crescer, após o que se tornou um problema há dois anos, por conta do início da pandemia.

A Agência de Quarentena Animal e Vegetal informou que o número de animais abandonados recém registados, entre 18 de abril e 18 de maio, atingiu 11.363 — um aumento de 30% em relação ao mês anterior.

Cresce o número de animais abandonados após o fim do distanciamento social
Cachorros resgatados ficam no “The Bom Center”, abrigo de animais dirigido pelo KARA [em português, Defensores dos Direitos dos Animais Coreanos]. Foto: Shim Hyun-chul/The Korea Times
A Coreia do Sul introduziu pela primeira vez medidas de distanciamento social em março de 2020. Desde então, o número de adoção de animais de estimação cresceu drasticamente, criando o chamado fenômeno da “pandemia de cachorros”.

Os animais de estimação eram a solução perfeita para as pessoas que passavam longas horas dentro de casa, oferecendo companhia para ajudar a lidar com a solidão e o tédio.

No entanto, após a decisão do governo de suspender todas as regras de distanciamento social da COVID-19, as agências de proteção aos animais passaram a se preocupar que aqueles que adotaram animais de estimação por impulso os deixem para trás.

Cresce o número de animais abandonados após o fim do distanciamento social
Em abril, o Governo Metropolitano de Seul disse que ira conceder seguro para pets gratuito por 12 meses àqueles que adotarem animais de estimação abandonados. Foto: Yonhap

Especialistas argumentam que isto é fortemente atribuído à percepção de que os animais de estimação passam de companhia a empecilho quando as pessoas voltam a querer e poder viajar ou sair.

O KB Financial Group Research Institute relatou que 27,9% dos proprietários de animais de estimação tem dificuldades para sair e 27,3% para viajar, devido aos seus pets.

“Não podemos ter a certeza se mais animais de estimação estão sendo abandonados porque o governo se livrou de todas as restrições de distanciamento social da COVID-19”, disse Shim In-seop, chefe da Life, uma agência de proteção aos animais.

“Contudo, considerando a saúde dos animais de estimação de que cuidamos, temos as nossas razões para estarmos preocupados”, completou.

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