O último sábado (21) marcou o primeiro dia de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Nesse dia ocorreram marchas ao redor do mundo, pedindo que o atual presidente respeite todas as pessoas, credos e cores. E, apesar do nome da marcha ser “Marcha das Mulheres”, ela abrangeu outros representantes da sociedade como a comunidade LGBT+, e os negros. Seul não ficou de fora e, no sábado, centenas de mulheres e homens foram a rua mostrar solidariedade ao movimento.

Apesar da neve e das baixas temperaturas, cerca de mil pessoas – segundo os organizadores – marcharam por três horas pelas ruas da capital sul coreana. Os apoiadores dessa causa acreditam que os discursos de Trump, quando ainda era candidato, contribuíram para o aumento dos discursos com conteúdo de ódio a diversos grupos considerados como “minoria”.

Fonte: google
Fonte: Google

Para mostrar tais pensamentos, as pessoas seguraram cartazes com frases como “os direitos das mulheres são direitos humanos”, e a mais famosa “meu corpo, minhas regras”. “A Marcha das Mulheres começou como sendo contra Donald Trump, mas é sobre algo que vai além dele. É sobre o bem-estar das mulheres e das minorias”, disse Amanda, uma cidadã americana de 28 anos, que pediu para não ter o sobrenome publicado. “Eu estou muito preocupada que Trump possa [como presidente eleito] propor políticas que sejam populares e contra as mulheres. Então, é importante mostrar a ele que nós estamos aqui, e que somos todos iguais”.

Além de ser um político republicano, Trump é um magnata e uma personalidade da TV. Ele foi amplamente criticado – durante a sua campanha – por utilizar de discursos degradantes e que colocavam as mulheres como objetos. Além disso, um vídeo de 2005 mostra Trump gabando-se da tentativa de ter relações sexuais com uma mulher casada, além de beijando e “agarrando” outras.

Fonte: The Korea Times
Fonte: The Korea Times

Adam Parton é australiano e um dos muitos participantes masculinos da marcha. Ele critica as atitudes que Trump mostrou ter diante das mulheres, pois segundo o mesmo isso faz as pessoas pensarem que não há problema em degradar as mulheres. “De diversos modos, a sua [Trump] administração pode nos mandar contra a direção que deveríamos estar seguindo”, Adam disse, “apesar de tudo o que ele disse, ele se tornou presidente… Ele está normalizando coisas que não deveriam ser consideradas normais”.

Outra participante do protesto é Tara. Ela é cidadã americana e foi à marcha com o seu marido, e seus filhos de 5 e 10 anos de idade. Ela se mostrou preocupada com o futuro dos filhos: “Ele [Trump] não mostrou estar perto daquilo ao que eu estou associada – diversidade, igualdade, liberdade, direitos humanos – aquilo que fez a América ser forte, ” ela disse. “Nós decidimos participar porque queremos ensinar às nossas crianças que, ao ficarmos juntos, nos tornamos mais fortes”.

WOMENS MARCH FOTO
Fonte: Twitter

Mas a marcha não ficou apenas nas questões referentes aos EUA. Nos últimos meses a Coreia do Sul tem passado por protestos, seja devido a questões presidenciais, seja devido a questões relacionadas aos direitos das mulheres. Então, essa foi mais uma oportunidade para as pessoas mostrarem sua posição em casos domésticos como a discriminação do aborto.

“Eu quero que minha mulher e minha filha sejam respeitadas, assim como os homens são respeitados”, disse Lee Seong-Kwan de 33 anos. “Políticas prejudiciais e discriminação não são problemas exclusivos dos EUA”.

Park Soo-Yeon, de 27 anos, agradeceu pelas mulheres americanas estarem se levantando e apoiando os direitos das mulheres. “Eu vim aqui para fazer minha voz ser ouvida, para lutar contra a misoginia e o patriarcado existente na sociedade coreana”, ela disse. “Trump sendo eleito como presidente dos EUA tem aumentado o senso de crise, especialmente porque a Coreia do Sul recebe muita influência dos EUA. Isso se torna mais preocupante ao percebemos que ele foi eleito a base de slogans que provocam a divisão e discriminação”.


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