Foto: Lee Ji-eun/Yonhap via AP.

Parentes separados pela Guerra da Coréia (1950 a 1953) reuniram-se no Monte Geumgang na Coréia do Norte, nesta segunda-feira, pela primeira vez, em 65 anos.

Participaram do Sul 89 pessoas que se registraram na Cruz Vermelha Coreana para encontrarem-se com seus parentes no Norte.

Kim Choon-sik, de 80 anos, abraçou suas duas irmãs enquanto elas choravam em seus braços.

Kim fugiu de sua cidade natal Ongjin, na província do Sul de Hwanghae, e foi  para a Coreia do sul com seus pais e seu irmão mais novo durante a guerra, pensando que a evacuação seria temporária. Suas irmãs mais novas ficaram com seus avós no Norte, pensando que a família voltaria.

“Pelo resto da vida, meus pais não mencionaram minhas irmãs ou nossa cidade natal, depois que vieram para o Sul. Provavelmente porque foi muito doloroso para eles”, disse seu irmão mais novo Kim Choon-young à imprensa.

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Lee Ki-soon, de 91 anos, reuniu-se com seu filho e neta. Ao encontra-lo, ele perguntou os nomes dos irmãos, então Lee sorriu amplamente e disse: “Este é realmente meu filho. Este é o meu filho”.

O filho de Lee tinha apenas dois anos quando eles se separaram. Lee deixou sua família no condado de Ongjin, no Norte, e foi para o Sul com seu irmão mais velho.

Os participantes estavam divididos em seis grupos, contendo sul-coreanos que foram sequestrados pelo Norte durante a Guerra da Coréia. O participante mais velho do Sul foi Baek Seong-kyu, de 101 anos, que conheceu sua nora e neta.

Baek trouxe 30 pares de sapatos e 20 conjuntos de colheres e Jeotgaraks para seus parentes há muito perdidos. “Eu trouxe muitas coisas porque será minha única visita”, disse Baek. Outros participantes do Sul também trouxeram presentes incluindo roupas, remédios, cosméticos e lanches.

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Os participantes começaram a reunião de três dias em grupo, na segunda, seguido com um jantar oferecido pelo Norte. As reuniões continuarão na terça e quarta-feira.

Eles poderão almoçar sozinhos com seus parentes, na terça-feira, uma oportunidade organizada para permitir que os participantes passem mais tempo com seus entes queridos . Ocorrera uma segunda reunião de sexta a domingo, onde 83 norte-coreanos irão reunir-se com parentes do Sul no mesmo local.

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A realização das reuniões foi um dos acordos definidos na Declaração de Panmunjeom, realizada na cúpula entre o presidente Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un, em 27 de abril. As reuniões iniciaram-se em outubro de 2015; e realizá-las é uma questão urgente, já que a maioria das pessoas remanescentes é idosa. De acordo com dados do governo, 85% têm 70 anos ou mais.

Este é o 21º encontro desde os primeiros realizados em 2000, depois que líderes do Sul e do Norte encontraram-se pela primeira vez no mesmo ano. Mais de 130.000 sul-coreanos são registrados como tendo membros de sua família no Norte. As últimas 20 reuniões permitiram que cerca de 20.000 pessoas reencontrassem seus parentes, mas isso representa apenas 15% do total registrado.


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