Cantarolando juntos, brindando e apreciando pratos simbólicos de reconciliação e paz, os líderes das duas Coreias se uniram em um jantar emocionante no dia 27 de abril.

O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un prosseguiram na cúpula, com a esperança na redução da tensão entre as fronteiras e interrupção de todos os atos hostis, tomando medidas para que a paz nunca seja revertida desta vez.

Seus sotaques diferentes, experiências de vida e diferença de idade não atrapalharam a formação de um relacionamento estreito, tomado cautelosamente pelos sul-coreanos como antecipação do que provavelmente virá: “Paz e um Novo Começo”, o principal tema em execução da terceira cúpula inter-coreana.

(Imagem: Yonhap)
(Imagem: Yonhap)

Segurando as mãos um do outro, Moon e Kim reiteraram o objetivo comum de consolidar a paz na península coreana, dividida pela Guerra Fria em 1945 e novamente pela devastadora guerra de 1950-53.

“Nossos ombros estavam pesados com um senso de dever histórico, mas foi um dia muito gratificante”, disse Moon, declarando que a vila de Panmunjom, até então um símbolo de divisão, se transforma em um “berço da paz mundial”.

“Kim Jong-un e eu conversamos com toda a nossa sinceridade, e falamos a mesma linguagem. … Hoje, abrimos um novo caminho que nos livrará das nuvens de guerra na península coreana e garantirá a paz, a prosperidade e a coexistência”, acrescentou.

(Imagem: Yonhap)
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Os sorrisos largos de Kim podem ter mascarado seu nervosismo, mas destacaram suas expectativas para uma grande mudança nos laços entre as fronteiras, que até recentemente estavam congeladas devido às contínuas provocações do Norte.

“Este é um lugar onde as pessoas do sul e do norte se uniram, mas mal posso distinguir quem é do sul e quem é do norte”, disse Kim.

“Essa é uma cena realmente emocionante que reafirma o fato de que somos um e não podemos ser separados. Isso faz meu coração palpitar, sinto que é um sonho e estou feliz (com isso)”, acrescentou.

(Imagem: Yonhap)
(Imagem: Yonhap)

O encontro entre a primeira-dama sul-coreana Kim Jung-sook e a primeira-dama norte-coreana Ri Sol-ju pareceu ser uma reunião de irmãs há muito tempo perdidas. Elas se abraçaram, trocando calorosas saudações.

Com uma interpretação pungente da música folclórica “Arirang”, agradando os dois líderes, o evento noturno chegou ao fim.

A população sul-coreana assistiu à maratona da cúpula no início do dia com certa apreensão, enquanto esperava que a reunião histórica colocasse um tão esperado fim formal na Guerra da Coreia, interrompida apenas por uma trégua na década de 50.

Ambos os líderes concordaram em se encontrar novamente em Pyongyang no outono.


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