A Associação Médica Coreana (KMA) informou a realização de uma greve geral no dia 14 de agosto, em protesto contra a decisão do governo sul-coreano de aumentar as cotas de admissão em faculdades de medicina, além de outras questões controversas.

A greve nacional de médicos está gerando preocupações de que os cidadãos possam sofrer inconveniências no recebimento de serviços médicos adequados.

A Associação alertou, no primeiro sábado de agosto, que os médicos de todo o país entrariam em greve se o governo se recusasse a aceitar as exigências do setor médico.

As exigências incluem a revogação de planos para aumentar as cotas de admissão em faculdades de medicina e para estabelecer uma nova faculdade pública de medicina, e a interrupção de um movimento para introduzir um serviço médico remoto.

Choi Dae-zip, presidente da KMA, informou sobre a greve nacional de médicos durante coletiva de imprensa | Fonte: Yonhap.

“O governo já deveria estar engajado em uma consulta oficial com o setor médico”, disse um funcionário da KMA. “Foi avisado que se o governo não melhorasse a situação até o meio-dia do dia 12 de agosto, os médicos de todo o país fariam uma greve geral no dia 14 de agosto.”

O aviso veio depois que o governo de Moon Jae-in e o Partido Democrático da Coreia (partido governante) confirmaram um plano para expandir as cotas de admissão nas faculdades de medicina em 4.000 nos próximos 10 anos, começando em 2022, durante uma reunião de coordenação de políticas realizada em 23 de julho.

O governo e o partido governante também decidiram abrir uma faculdade pública de medicina na província de Jeolla do Norte em 2024, argumentando que essas decisões foram concebidas para ampliar o alcance dos serviços de saúde.

Cho Jeong-sik, chefe do comitê de política do governo, afirmou que seu partido se esforçaria para concluir os procedimentos legislativos necessários o mais rápido possível para implementar os planos.

A KMA criticou esses planos, chamando-os de decisões “precipitadas e unilaterais”.

Park Neung-hoo, ministro da Saúde e Bem-Estar sul-coreano, pediu que médicos cancelem a greve nacional | Fonte: Yonhap.

A Associação afirmou que o governo negligenciou a importância da instrução médica e o aumento nos custos da saúde ao decidir expandir as cotas de admissão nas faculdades de medicina.

Ao invés dessas ações, a Associação pediu ao governo que formasse um grupo consultivo para discutir medidas com o setor médico para melhorar os serviços da área e resolver desequilíbrios regionais.

A Associação também instou o governo a propor medidas para aumentar a competitividade das instalações médicas públicas, incluindo centros médicos provinciais, e melhorar o ambiente de trabalho de profissionais da saúde. E pediu ao governo que retirasse o plano de abrir uma nova faculdade pública de medicina.

Com relação à pressão do governo para introduzir um serviço médico remoto, a KMA alegou que os exames e tratamentos presenciais são “um princípio fundamental dos serviços médicos“.


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