A Youtuber Yum Cast

Estamos vivendo em uma era na qual uma vasta quantidade de vídeos online chamam a atenção de todos nós, de criancinhas à aposentados.

E um número crescente de YouTubers está ganhando a vida com a produção de vídeos virais. Visualizações, curtidas e inscritos são importantes, uma vez que mais anunciantes estão pagando para vincular propagandas nestes vídeos.

Você recebe uma porcentagem do que foi pago pelo anunciante. Além disso você pode trabalhar diretamente com marcas para trazer dinheiro para o seu canal” conta Yum-cast, cujo canal já ultrapassou a incrível marca de 916.000 inscritos.

Veterana, com pouco mais de 18 anos, Yum-cast nos explica que um único vídeo pode ganhar entre 1800 e 3000 dólares, caso passe de 5 milhões de visualizações.

Mas quem assiste estes vídeos?

De acordo com o app analítico Wiseapp, por volta de 23.000 usuários do YouTube são adolescentes e pré-adolescentes a partir dos 10 anos. Eles passam a maior parte do seu tempo no YouTube e só no mês de Abril assistiram juntos a 7.6 bilhões de minutos. Em tempo de uso, o YouTube passa com folga do maior app de mensagens da Coreia do Sul, o KakaoTalk, no qual estes jovens passaram apenas 2.4 bilhões de minutos.

Parte deste fenômeno é a série de vídeos virais “Baby Shark”, que já somam 3.3 bilhões de visualizações, desde que começaram a subir online em 2015. A série de vídeos “canta-comigo” foi criada pela marca coreana de produtos educacionais Pinkfong, e no último mês de Agosto apareceu na posição 37 do UK Top 40, junto com artistas como Ariana Grande, Drake e Calvin Harris.

Especialistas dizem que adolescentes passam mais tempo no YouTube se comparado com públicos de quaisquer outras idades.

Entre os 180 milhões de usuários do YouTube, muitos estão usando a plataforma não apenas para assistir vídeos, mas também para pesquisar, escutar, compartilhar e se comunicar através de vídeos. Se tornou uma multiplataforma para adolescentes e jovens de 20 e poucos anos, diferentemente do passado, quando a plataforma era “apenas uma plataforma de vídeos” diz Lee Seung Yoon, professor de negócios na Universidade de Konkuk, em Seul.

Para Jua de 7 anos, o YouTube é mais do que uma plataforma de vídeos para entreter. Como YouTuber amadora com seus 72.000 inscritos, Jua filma para o Jjujjun TV, a ela e seu irmão desenhando e fazendo artesanato.

Criar no YouTube não é limitado apenas aos jovens.

Park Mak Rye de 72 anos é uma das mais idosas YouTubers da Coreia do Sul. Ela ganhou status de celebridade na Coreia quando, com ajuda de sua neta, começou a postar seu dia a dia na plataforma, de forma bastante humorada. Com o nome de Korea Grandma, o canal de Park Mak Rye tem dicas de maquiagem e estilo de vida.

Astros de K-pop como Luna do f(x) também têm seu próprio canal no YouTube, onde sobem vídeos engraçados, bastidores e promovem suas carreiras artísticas. Alguns inclusive usam seus canais para apresentarem outros lados de suas personalidades que os fãs não conhecem.

De acordo com uma pesquisa conduzida com 1000 sul-coreanos em Maio deste ano, entre homens e mulheres, idades entre 15 e 60 anos, 79% dos usuários com 50 e poucos anos utilizam os smartphones para acessarem o YouTube. Entre os de 30 e poucos, bem como os de 40 e poucos, esta taxa está em 77%.

Outra pesquisa feita pelo Wiseapp mostra que pessoas coreanas com 50 e poucos anos costumam passar 5.1 bilhões de minutos mensais no YouTube. Entre os de 40 e poucos, e 30 e poucos, estes números mudam para 4.2 bilhões e 3.8 bilhões respectivamente.

Mais canais no YouTube com idosos como público-alvo estão crescendo, uma vez que este público está aumentando na plataforma, consumindo informação e aproveitando de seu entretenimento favorito. Por exemplo, os mais velhos gostam mais de canais onde há apenas um criador.

Por outro lado, é necessário um senso crítico maior do público que assiste vídeos de um criador único, porque normalmente é nestes canais que nascem as conhecidas fake news.

Estes vídeos podem arregimentar um enorme números de fãs, mas não necessariamente transmitem conceitos verdadeiros. Isso faz com que a audiência, especialmente os que estão nos seus 50 e 60 e pouco, facilmente caiam no que assistem e escutam” disse Lee Taek Gwang, professor de Estudos Culturais Americanos e Britânicos na Universidade Kyung Hee, em um recente programa de rádio.

Devido a estas preocupações, o YouTube se pronunciou publicamente e disse que está trabalhando para combater a disseminação de fake news na plataforma.

Na Dong Hyun Fonte: The Korea Herald
Na Dong Hyun
Fonte: The Korea Herald

Na Dong Hyun, mais conhecido como “Great Library,” é um dos YouTubers mais influentes e top live streamers da Coreia do Sul. Na diz que conteúdos criados por um único criador não são revoluções em conteúdo e sim revoluções na transmissão de mídia.

Antigamente era preciso ir a estações de transmissão para colocar seu conteúdo no ar. Mas o conteúdo não ia pro ar sem passar por outros canais“, disse ele em uma entrevista recente. “Porém agora é inclusive possível vender conteúdo para o outro lado do oceano, e tudo graças ao YouTube, que consegue atingir um público nos Estados Unidos, por exemplo, que consome produtos divulgados apenas nos vídeos coreanos“.


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