Lee Geum-Sum, sul-coreana, de 92 anos (no ônibus) acena para seu filho norte-coreano Lee Sung-Chul, 71, ao término da última reunião de família em 22 de agosto de 2018 em Mount Kumgang, Coreia do Norte. Quase cem sul-coreanos cruzaram a fronteira fortemente armada para encontrar suas famílias separadas desde a Guerra da Coreia de 1950-53. Um total de 88 pessoas da Coreia do Norte também teve a chance de conhecer suas famílias no sul durante o evento de seis dias que começou em 20 de agosto no Monte Kumgang, ao norte da fronteira entre a Coreia do Norte e o Sul. Foto: Getty Images

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos instou as duas Coreias a permitir reuniões e o contato entre famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-53).

A filial do Escritório em Seul convocou esforços conjuntos do Sul e do Norte no Facebook, no dia 15 de maio, marcando o Dia Internacional das Famílias.

“Cerca de 65% dos membros das famílias que ainda estão vivos têm mais de 80 anos. O Escritório de Direitos Humanos da ONU urge que as duas Coreias permitam o contato permanente entre famílias separadas, através de reuniões, cartas, ligações telefônicas e mensagens de vídeo”, apresentou o documento.

Fonte: The Korea Times

Em um relatório de agosto de 2019 sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, a ONU fez apelos semelhantes. “Tomem as medidas necessárias, em colaboração com a República da Coreia, para resolver as questões da separação de famílias como uma questão prioritária e garantir que existam mecanismos permanentes para os parentes de ambos os países, para que eles possam permanecer em contato e ter reuniões periódicas, tendo em mente que esses reencontros devem se tornar rotineiros e incluir muito mais pessoas, inclusive coreanos afetados em todo o mundo”, colocou o relatório.

As reuniões de famílias separadas começaram em 2000 e a 21ª rodada, que foi a última, ocorreu em agosto de 2018. Na Declaração de Pyongyang anunciada após a terceira cúpula entre o Presidente Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un em setembro de 2018, as duas Coreias concordaram em abrir uma instalação no Monte Geumgang, no Norte, o mais rápido possível, para reuniões regulares de famílias separadas. Eles também concordaram em buscar fazer, primeiramente, videoconferências entre os membros das famílias.

Fonte: AP News

No entanto, esses acordos não avançaram muito, pois as negociações de desnuclearização entre a Coreia do Norte e os EUA foram paralisadas e as relações inter-coreanas também enfrentaram um impasse.

De acordo com dados do Ministério da Unificação sobre as pessoas no Sul que se inscreveram para reuniões de famílias separadas, 39,6% estavam na faixa dos 80 anos e 26% na faixa dos 90 anos.


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