Estátua em Seul homenageia as Mulheres de Conforto

Park Won-Soon, prefeito de Seul, disse que a cidade precisa se esforçar para reunir informações sobre as “mulheres de conforto” para o Registro da Memória do Mundo da UNESCO, “se o governo central não fizer”.

O governo central determinou uma verba para o projeto dentro do orçamento desse ano, mas disse que não irá focar nessa tarefa”, afirmou o prefeito de Seul durante uma transmissão do programa SNS. “Acredito que devemos registrar as informações e materiais sobre as mulheres de conforto no programa de Memória do Mundo. Se o governo central se omitir nisso, o governo municipal irá tomar a frente”.

Won-Soon, ao expor que o projeto não requer muito dinheiro, disse, “É um trabalho do governo central. Porém, se o governo se omitir em levar a diante, então outra pessoa deve tomar a frente”.

O prefeito, membro do partido de oposição Minjoo da Coreia do Sul, confirmou que o governo municipal reuniu informações relacionadas às ex-escravas sexuais do exército imperial japonês, incluindo relatórios com depoimentos das vítimas, filmes e material histórico. “Iremos batalhar para coloca-los no registro da UNESCO”.

Mulheres de Conforto retratadas na época da Guerra
Mulheres de Conforto retratadas na época da Guerra

O prefeito Won-Soon disse que países europeus conservam seus locais históricos da Segunda Guerra Mundial, e à luz disso, a cidade também está criando um espaço em Namsam, na antiga residência dos governadores gerais japoneses, para relembrar as mulheres de conforto que foram obrigadas a servirem os soldados japoneses em bordeis militares antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

Estou certo de que o local planejado irá ajudar a honrar as vítimas e ensinar as verdades históricas às futuras gerações”, ele disse, ao adicionar que a cidade e grupos cívicos estabeleceram um comitê para promover a construção do memorial.

Mulheres de Conforto retratadas na época da Guerra
Mulheres de Conforto retratadas na época da Guerra

A proposta de Won-Soon surgiu quando a maioria das 40 ex-mulheres de conforto remanescentes se opuseram ao acordo do governo com o Japão sobre a questão das escravas sexuais, fechado em Dezembro do ano passado, e expondo que o acordo foi feito sem a reflexão sobre suas demandas e feito sem a consulta prévia das vítimas.


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