O Presidente Moon Jae-in saúda a bandeira nacional em um evento que marca o 76º Dia da Libertação da Coreia do Sul, realizado na Estação de Seul em Seul no domingo. Via: Yonhap / The Korea Herald.

O presidente Moon Jae-in propôs no domingo que a Coreia do Sul e a Coreia do Norte “institucionalizem” a paz na península e criem um sistema de construção de confiança ao estilo alemão, tendo em vista o objetivo de unificação de longo prazo.

“A paz institucionalizada na Península Coreana certamente beneficiará muito ambas as Coreias”, disse Moon durante seu discurso do Dia da Libertação para comemorar o 76º aniversário da libertação da Coreia do governo colonial do Japão. Ele descreveu a divisão como o maior obstáculo que bloqueia “o crescimento, a prosperidade e a permanência da paz”, dizendo que as duas Coreias podem aprender com o caso da unificação da Alemanha.

Os dois lados também podem remover a barreira e criar um “modelo da Península Coreana”, no qual coexistem e contribuem para a prosperidade do Nordeste asiático, embora a unificação possa demorar um pouco mais, afirmou.

“Acima de tudo, as vantagens das quais a República da Coreia pode desfrutar serão enormes quando nos livrarmos do chamado ‘desconto coreano’ e nos conectarmos ao continente, em vez de existir como uma nação insular isolada”, acrescentou. “Se imaginarmos incansavelmente a paz na Península Coreana, nossa imaginação pode ir além e se espalhar pela Eurásia. Se não pararmos de lutar pela reconciliação e cooperação, essa barreira tenaz finalmente desmoronará e novas esperanças e prosperidade além de nossos sonhos começarão.”

Este ano marca o 30º aniversário da adesão conjunta das duas Coreias às Nações Unidas, um ano depois que a Alemanha Oriental e Ocidental alcançaram a unificação após 45 anos de divisão, observou o presidente.

Ele reiterou um pedido para que a Coreia do Norte, como membro da “comunidade da vida do Leste Asiático”, se junte à Iniciativa de Cooperação do Nordeste Asiático para Controle de Doenças Infecciosas e Saúde Pública, especialmente porque a cooperação transfronteiriça se tornou mais importante devido à pandemia de COVID- 19.

As observações de Moon ocorreram enquanto a Coreia do Norte está protestando fortemente contra o exercício militar anual conjunto entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Em seu último discurso no Dia da Libertação como presidente, no entanto, ele não fez propostas específicas, como impulsionar outra rodada de negociações de cúpula com o líder do Norte Kim Jong-un. O mandato de cinco anos de Moon termina em maio de 2022.

Sobre o Japão, ele deixou claro novamente que seu governo “sempre” deixou e deixará a porta aberta para o diálogo.

“Para questões históricas que precisam ser corrigidas, nós as resolveremos por meio de ações e práticas que sejam consistentes com os valores universais e os padrões da comunidade internacional”, disse ele. “Espero que nossos dois países juntem sabedoria e superem dificuldades juntos, dando o exemplo da cooperação esperada entre vizinhos.”

Enquanto isso, Moon reafirmou a promessa de superar a quarta onda de coronavírus em andamento na Coreia do Sul, além da propagação da variante delta.

“Em outubro, 70% da população total terá recebido a segunda dose da vacina e as metas de vacinação serão aumentadas mais uma vez”, disse ele.

O governo lançou sua campanha de vacinação contra a COVID-19 em fevereiro e pretende oferecer pelo menos a primeira dose da vacina a 36 milhões de pessoas, ou 70% de sua população de 52 milhões, até setembro.

O discurso de Moon na televisão, de 25 minutos, focou amplamente na visão do futuro da Coreia do Sul, com as palavras “sonho” e “mundo” usadas mais de uma dúzia de vezes.

Ele disse que a Coreia do Sul se tornará um “centro de vacinas”, reforçando ainda mais seu papel na cadeia de fornecimento global de indústrias-chave como semicondutores e baterias e cumprindo suas responsabilidades no combate à crise climática.

A cerimônia anual foi realizada na Culture Station Seoul 284 no centro de Seul, um local histórico que simboliza a luta da Coreia contra a colonização do Japão de 1910 à 1945.


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