Presidente Moon Jae-in na 76ª Assembleia Geral da ONU. Via: The Korea Herald.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, sugeriu mais uma vez em seu discurso nas Nações Unidas que as duas Coreias e os Estados Unidos, provavelmente acompanhados pela China, declararem o fim formal da Guerra da Coreia, que aconteceu entre 1950-53.

“Proponho que as duas Coreias e dos EUA, ou as Coreias, os EUA e a China, se juntem e declarem que a Guerra na Península Coreana acabou”, disse ele, dirigindo-se à 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.

“Quando as partes envolvidas na Guerra da Coreia se unirem e proclamarem o fim da guerra, acredito que podemos fazer um progresso irreversível na desnuclearização [da Coreia do Norte] e inaugurar uma era de paz completa.”

Declarar o fim da guerra “marcará um ponto de partida fundamental na criação de uma nova ordem de ‘reconciliação e cooperação’ na Península Coreana”, acrescentou o presidente.

Isso marcou seu último discurso em uma sessão anual da ONU, tendo em vista que seu mandato de cinco anos está previsto para terminar no início de maio de 2022.

Sua proposta para tal declaração não era nova. Ele fez a oferta durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU em 2018 e no ano passado. Mas a oferta deste ano foi entregue em um tom mais forte e específico.

Ele pediu ao mundo que buscasse novas formas de cooperação.

“Espero que a comunidade internacional, junto com a Coreia, permaneça sempre pronta e disposta a estender a mão para a Coreia do Norte em um espírito cooperativo”, disse ele.

Ele também pediu uma “retomada rápida do diálogo” entre as duas Coreias, também entre os EUA e a Coreia do Norte.

“Espero ver que a Península Coreana provará o poder do diálogo e da cooperação na promoção da paz”, disse Moon, citando um conjunto de acordos inter-coreanos, bem como o acordo de cúpula Pyongyang-Washington assinado em Cingapura em 2018.

Este ano, especialmente, marca o 30º aniversário da ONU aprovando as duas Coreias como seus membros simultaneamente, ele observou.

Moon não fez menção aos recentes lançamentos-teste de mísseis balísticos e de cruzeiro da Coreia do Norte. Em vez disso, ele propôs a retomada de um programa intercoreano para reunir famílias separadas.

“Atendendo aos anseios das famílias separadas, já com idades avançadas, não devemos perder tempo e realizar seus reencontros”, afirmou.

Ele acrescentou que as duas Coreias podem trabalhar juntas em plataformas regionais, como a Cooperação do Nordeste Asiático para a Segurança da Saúde, o que as fará responder de forma mais eficaz a doenças infecciosas e desastres naturais.

“Como uma comunidade ligada por um destino comum na Península Coreana, e como membros da comunidade global, o Sul e o Norte, espero, unirão suas forças”, disse Moon.

Enquanto isso, Moon anunciou a oferta da Coreia do Sul para se tornar um membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o mandato de 2024-2025. A Coreia do Sul teve assento nos mandatos de 1996-1997 e 2013-2014.

Moon descreveu a recente situação no Afeganistão como um “lembrete evidente” do papel crucial da ONU no avanço da paz e dos direitos humanos e reafirmou o compromisso de Seul em mais contribuições para a comunidade internacional. Em dezembro, está programado para sediar a reunião ministerial da ONU sobre manutenção da paz.

A tarefa mais urgente para a comunidade global é a recuperação da crise do corona vírus, ele enfatizou.

“Agora um membro responsável da comunidade internacional, a Coreia (do Sul) está determinada a intensificar seus esforços para ajudar os países a prosperarem juntos e se abraçarem”, disse ele. “A Coreia do Sul assumirá a liderança na apresentação de uma visão de parceria e coexistência que pode ser compartilhada por países desenvolvidos e em desenvolvimento.”


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