Logo conjunto é lançado para marcar relações diplomáticas

Dois imigrantes coreanos no Brasil mostraram um bom exemplo de como as relações bilaterais se desenvolveram quando a Embaixada do Brasil em Seul iniciou uma série de celebrações para marcar o 60º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países.

Logo da designer Carol Ji-young Lee para marcar o 60º aniversário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Coreia / Embaixada do Brasil

Em 19 de março, Carol Ji-young Lee, designer nascida no Brasil, recebeu um prêmio na Embaixada por ganhar um concurso de design de logos para o aniversário.

 

Também no mesmo dia, a embaixada sediou a cerimônia de abertura de uma exposição de arte de Jeon Ok-hee, uma ex-executiva, hoje pintora, que vive em São Paulo há 25 anos.

Intitulada “Nós Somos Um”, a exposição apresenta 42 desenhos de Jeon que retratam as mulheres da Bahia, no nordeste do Brasil, seus filhos, e o estilo de vida rural.

“O concurso de logos foi uma iniciativa conjunta sem precedentes das duas embaixadas (na Coreia e no Brasil) para inaugurar as comemorações do 60º aniversário em 2019”, disse o embaixador do Brasil na Coreia, Luis Henrique Sobreira Lopes, após entregar a Carol Lee o certificado de premiação em seu escritório. Ela  também recebeu um prêmio em dinheiro no valor de 1 milhão de won (880 dólares).

O design de Lee estava entre as 243 propostas apresentadas por 173 concorrentes do Brasil e da Coreia.

O logo destaca o número 60 inspirado, por um círculo vermelho e azul, na bandeira sul-coreana, e por um disco azul, um losango amarelo e um campo verde inspirados na bandeira brasileira.

O embaixador afirmou que o design de Lee melhor simbolizou o 60º aniversário “do ponto de vista estético e visual“. “Além disso, consideramos que também era um símbolo original e de fácil compreensão”, acrescentou.

O logo será usado durante todo o ano na Coreia e no Brasil para eventos comemorativos e produtos promocionais.

Também participou da cerimônia de premiação Jo Yung-joon, diretor-geral do Escritório de Assuntos Latino-Americanos e Caribenhos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul.

Lee mudou-se para Busan há oito anos.

O embaixador do Brasil na Coreia, Luis Henrique Sobreira Lopes, segundo à direita, posa com a artista Jeon Ok-hee, segunda à esquerda, Jo Yung-joon, diretor-geral do Escritório de Assuntos Latino-Americanos e Caribenhos do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, à esquerda, e Choi Shin-won, presidente da Sociedade Coreia Brasil na cerimônia de abertura da exposição de arte de Jeon no salão principal da Embaixada. / Embaixada do Brasil

A cerimônia de abertura da exposição de Jeon Ok-hee aconteceu no salão principal da embaixada. A exposição vai até 19 de maio.

O embaixador ressaltou que Jeon, por meio de seus trabalhos, “vem contribuindo para aproximar o Brasil e a Coreia” e, portanto, se adequou aos programas culturais deste ano voltados ao fortalecimento dos laços bilaterais.

Na primeira das quatro categorias, Jeon retrata a vida simples das mulheres na Bahia de forma concisa, porém marcante. As pinturas de crianças brasileiras destacam sua pureza e inocência, retratando-as vividamente, ao mesmo tempo em que simplificam o cenário em seu entorno.

Jeon expressa as características vivazes e relaxantes da paisagem rural do Brasil para ajudar os observadores a se sentirem confortáveis e sossegados. A última categoria retrata os aspectos tranquilos e naturais do estilo de vida rural do Brasil.

A exposição atraiu outros embaixadores, muitos da América Latina e do Caribe, e membros da Sociedade Coreia Brasil, incluindo o Presidente Choi Shin-won.

Jeon trabalhou anteriormente na Hankook Tire. Ela e sua família decidiram viver no Brasil enquanto ela trabalhava na filial da empresa no país.

Outros importantes programas culturais deste ano incluem a exposição de arte contemporânea “Querida Amazônia” (maio), a exposição fotográfica “Carnaval do Rio” de Omar Montenegro (junho), um concerto dos Irmãos Assad (julho), um festival do Dia da Independência (setembro), exposição de escultura de Jac Leirner (setembro) e um festival de cinema (outubro).

O Brasil tem mais de 50.000 imigrantes coreanos. Em 1963, o Brasil recebeu o primeiro grupo de 103 imigrantes coreanos que vieram ao país para trabalhar em fazendas.


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