Oi People! A igreja que eu comecei a frequentar aqui em Sunchon, é uma igreja para estrangeiros chamada Nambu Presbyterian Church. Tem pessoas de todos os lugares do mundo e é bem divertido, porque as pessoas sempre perguntam de onde voce é, a sua idade e etc. Os cultos são em inglês, o que me facilita a vida neste momento, mas eu desejo visitar outras igrejas no futuro para ter a oportunidade de ouvir a mensagem em coreano e conviver mais com coreanos, pois tanto na universidade quanto aqui, meu contato maior é com estrangeiros. 

Na primeira vez que eu fui lá na semana passada, eles me deram um presente de boas vindas – coisa normal nas igrejas presbiterianas, até no Brasil – mas o interessante mesmo foi o presente: Pastas de Dente de Própolis! Eu provavelmente acharia estranho se não soubesse que tudo que é feito de mel na Coreia é muito valorizado. Então, gostei muito do presente, até porque isso vai me economizar uns wons para as próximas semanas pois não terei que comprar pasta de dente!

Mapa com as nações, na parede da Igreja.
Mapa com as nações, na parede da Igreja. Talvez em breve eles incluam a bandeira do Brasil, agora que eu estou indo lá. Percebam que o Mapa Mundi está disposto de uma maneira diferente da que costumamos ver no Brasil.

A igreja no geral é ótima, me sinto em casa, super recomendo pra quem vier pra Sunchon e quiser congregar em alguma igreja. A única coisa é que demora pra chegar lá de ônibus, tipo uns 30 minutos. Bom, pelo menos indo da universidade…

Culto prestes a começar.
Culto prestes a começar.

Vamos a história do Noraebang. Para quem ainda não sabe, Noreabang é um karaokê típico da Coreia (já tem em São Paulo, mas eu nunca fui aí no Brasil), onde você aluga uma salinha com seus amigos e paga por hora ou por número de músicas e fica lá, cantando, dançando, comendo, bebendo e obviamente, se divertindo muito!

Apesar de já conhecer o esquema do Noreabang, aqui na Coreia, foi a primeira vez que eu fui e achei muito estranho o jeito que a voz ecoa no microfone, mas isso é o normal, acredite ou não!! Mas o legal do Noraebang, não é simplesmente cantar, porque se fosse isso eu ia sozinha. O legal mesmo é cantar aquelas músicas chiclete (Me Gustas Tu da GFriend, Crazy da 4Minute) fazendo brincadeiras com seus amigos.

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Eu já fui 2 vezes, e vou a terceira amanhã. Amanhã é o White Day, quando os meninos dão chocolates para as meninas que eles gostam ou namoram. Como eu não tenho namorado e as minhas roommates também não, vamos ter uma noite das solteiras, regada a coca-cola e frango.

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Essa semana nós, os estrangeiros, fomos designados aos nossos “buddy groups”, que são grupos geralmente compostos por 2 coreanos e 3 estrangeiros e o intuito é proporcionar amizade e integração dos estrangeiros com os coreanos que estudam na universidade. Os coreanos são tipo “nossos padrinhos” e vão mostrar as coisas pra gente, nos ajudar a aprender coreano e etc. No meu grupo, somos eu, duas Unnies (coreanas) super fofas, um Oppa (descendente de coreanos) do Uzbequistão e uma menina da Guiné Bissau, que fala português comigo (Yay!!).

Eu e meu Buddy Group no cinema.
Eu e meu Buddy Group no cinema.

Saimos durante a semana, pra fazer atividades culturais. Mas na sexta-feira a Holly Unnie (este é o nome americano que ela se dá para facilitar, muitos coreanos que convivem com estrangeiros fazem isso, assim como aí no Brasil, os coreanos também assumem nomes brasileiros) me levou pra fazer compras. Ela é uma fofa, nos tornamos muito amigas, já que compartilhamos gostos parecidos. Uma coisa que eu achei muito interessante é que aqui na Coreia, andar de braços dados ou até de mão dada com uma amiga não tem problema nenhum, as pessoas agem normal, faz parte da cultura. Eu achei isso ótimo, porque quando eu estava no Brasil, eu queria andar de braço dado com a minha melhor amiga e não podia porque as pessoas olhavam feio pra gente, como se estivessemos fazendo alguma coisa errada (????). A minha mãe disse que quando ela era adolescente, isso era normal, mas hoje em dia é diferente, né? Ah, outra coisa super interessante sobre a Coreia (antes que eu me esqueça de contar) é que no inverno, os bancos dos pontos de ônibus são aquecidos!! Melhor coisa, vai por mim!!

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Já no domingo fomos todos, do Buddy Group, no cinema, assistir o filme Zootopia (recomendo, amei demais esse filme). Depois comemos uma pizza todos juntos, foi muito divertido.

Da esquerda para a direita Jin Seon Unnie, Holly Unnie, Eu e o Choi Denis Oppa.
Da esquerda para a direita Jin Seon Unnie, Holly Unnie, Eu e o Choi Denis Oppa.

Quanto as aulas, tudo está fluindo de forma natural e finalmente saimos do basico alfabeto e vamos começar a aprender a gramática coreana, a língua propriamente dita. Estou bem feliz!! A unica coisa que me irrita um pouco é que, como todos os meus colegas de classe falam chinês, no intervalo das aulas eu me sinto na China, e fico perdidaça!! Mas os chineses são todos muito bacanas comigo então não posso reclamar.

Eu e minha classe.
Eu e a minha classe. Estes dedinhos cruzados para quem não sabe são coraçõezinhos!!

Essa semana vou fazer o Alien Card, que é um documento importante e obrigatório para estrangeiros na Coreia. Com ele é possível abrir conta em banco, ter um numero de telefone coreano e etc. Mas isso é assunto pra semana que vem!! Beijo!!


Disclaimer: As opiniões expressas em matérias traduzidas ou em colunas específicas pertencem aos autores orignais e não refletem necessariamente a opinião do KOREAPOST.



3 COMENTÁRIOS

  1. Duda, que maravilha! Então a próxima semana será de mais emoção! Isso é muito gostoso! Desde o seu primeiro post eu gostaria de dividir com você um episódio que passei na cidade de Gyeongju, então lá vai…

    #SegundaChance

    Para começar, foi a minha primeira viagem internacional sozinha, eu não tinha amigos por lá e cheguei na Coreia sabendo “감사합니다”, então já podemos imaginar a aventura que foi! Durante um trecho da viagem eu saí da encantadora ilha de Jeju com destino à cidade de Gyeongju, onde daria sequência às pesquisas e à busca de respostas que me motivou a ir à Coreia. Mas, eu não fui muito feliz na chegada à Gyeongju. Ainda sob o efeito encantador de Jeju, eu cheguei na cidade muito tarde, numa chuva torrencial, as minhas malas pesavam 40 kg devido ao tanto de coisa que comprei em Jeju, eu estava morrendo de fome e só tinha a foto de um mapa que um amigo-anjo coreano que conheci no Brasil me enviou para mostrar ao taxista e chegar ao hotel.

    O plano parecia fácil e coordenado, era só mostrar o mapa ao taxista que eu chegaria linda ao hotel. Era um sábado à noite de muito frio e, como chovia muito, as ruas estavam ficando desertas. Eu saí da rodoviária e tentei pegar um táxi, mas quem disse que eles paravam? Bem, eu continuei caminhando pro ponto de ônibus e dei sequência às tentativas do táxi, e nada. Ou passavam cheios, ou simplesmente não paravam, e comecei a desconfiar de que era por eu ser estrangeira. Tentei abordar alguns coreanos na rua pra pedir ajuda, mas eles não falavam inglês. Então, pensei: “Quer saber? Vamos comer!” Eu entrei num Mc Donald’s que tinha na mesma rua da rodoviária [não poderia haver dificuldades em pedir um lanche lá, né?!]. Assim que entrei me senti uma estrela do K-pop ou de K-dramas, todos me olhavam [acho que é devido à nossa beleza brasileira! Hahaha Ou porque eu parecia uma louca molhada e cheia de malas. É, a segunda opção faz mais sentido!]. Além de ter de lidar com todos aqueles olhares pra mim, quatro homens estrangeiros conversavam entre si olhando pra mim. Eu comecei a sentir medo, mas é claro que não poderia demonstrar. Então, tentei agir naturalmente. Eles não paravam de conversar e me olhar. Eu decidi encará-los e agir de uma forma mais grosseira. Por fim, eles se levantaram para ir embora e quando já estavam na porta um deles ainda se virou e me perguntou de onde eu era. Eu só queria sumir dali.

    Quando terminei, saí, abordei um coreano na rua e pedi a sua ajuda para parar um táxi pra mim. Ele até tentou, mas realmente os taxistas não paravam e ainda chovia muito. O rapaz disse que trabalhava com hotelaria e se ofereceu pra me levar ao hotel, que era perto mesmo, mas com 40kg de mala, na chuva e enxergando tudo como “desenhos”, eu definitivamente precisava de ajuda. Depois de tempos recusando a sua ajuda e tentando conversar via tradutor, ele traçou o trajeto no seu celular [os “desenhos” eram idênticos. Era mesmo o hotel] e me deu para segurar dizendo que eu poderia acompanhar a rota durante o caminho.

    Eu aceitei a sua ajuda, graças a Deus cheguei bem ao hotel e hoje somos amigos. Eu dei sorte, mas não arrisco mais. E digo a você, não se arrisque. Quando cheguei, ainda assustada, subi ao quarto e quando fechei a porta eu “desmoronei”. Eu só sabia chorar, nunca tinha passado por situação parecida e a minha vontade era de voltar ao Brasil no dia seguinte. O meu amigo-anjo coreano tentou me acalmar, mas quem disse que eu conseguia sair do quarto no dia seguinte? Eu não saí nem pra tomar café, até o rapaz da recepção ficou preocupado comigo, e passei o domingo sem sair do quarto. A todo tempo eu pensava: “Deus, que cidade é essa?”

    O meu amigo me dizia: “Você precisa conhecer melhor Gyeongju. Precisa dar uma segunda chance à Gyeongju. Por favor, uma segunda chance.” Não foi fácil pra mim, foi um dos momentos mais desafiadores e de autoconhecimento que passei. Eu, ainda assustada, dei uma segunda chance à cidade e aceitei sair e fazer um day-tour, pensando: “Pois bem, Gyeongju, é a sua segunda e última chance!

    Nesse passeio, que era todo em coreano, eu era a única estrangeira, mas, mais uma vez, Deus não me deixou sozinha. A pessoa que se sentou ao meu lado era um senhor que trabalhava na capital, durante o passeio ele foi um guia, tradutor e entrevistado para as minhas milhares de perguntas sobre a Coreia. Ao final daquele dia eu pude começar a viver a verdadeira Gyeongju, uma belíssima e enriquecedora cidade com fantásticos museus e uma história tão viva. Por isso, digo a você: “uma segunda chance”! 🙂 Que Deus ilumine os teus passos e te abençoe a cada dia. Que você seja muito feliz e aproveite cada segundo do seu sonho! Siim, uma Duda na Coreia! Felicidades, Duda!

    • Mah, eu amei o seu comentário. Juro, a sua história me impressionou bastante. Eu, graças a Deus, não tive problemas pra chegar na minha escola. Eu acho que segundas chances tem que ser dadas não somente a lugares, mas a tudo, pessoas, culinária, tudo. Espero que um dia possamos nos encontrar e compartilhar nossas histórias sobre a Coreia.

  2. Gostei muito das fotos com seus amigos e saber que os bancos do ônibus são aquecidos. Já está bem entrozada com seus colegas e aproveitando todas as oportunidades. Continue nessa maravilhosa aventura na Coréia. bjs

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